Na hotelaria, visualizar o cenário à frente é essencial para garantir um planejamento bem estruturado e o sucesso futuro. Assim, 2025 mal começou e o Grupo Tauá de Hotéis já está pensando no ano seguinte, com uma ambiciosa meta de alcançar R$ 1 bilhão em faturamento. E, para chegar lá, a rede mineira liderada por Lizete Ribeiro trabalha muito forte há certo tempo, buscando não só a ampliação dos produtos existentes, como investindo em novos projetos.
Antes de chegar a esses planos, é bom olhar pelo retrovisor e os números do ano recém-terminado. Em 2024, o Grupo Tauá faturou R$ 660 milhões e registrou Ebitda de R$ 266 milhões, alta de 41% frente a 2023. Já para este ano, a projeção é de um salto de 24% na receita, chegando a R$ 770 milhões, bem como de expansão de 28% no Ebitda, que somaria R$ 320 milhões, informou Frederico Gondim, CFO do Grupo Tauá, ao NeoFeed.
Dentro de um universo mais amplo, o Grupo Tauá conta atualmente com 1,8 mil quartos, montante que pretende praticamente dobrar até 2030. Parte deste crescimento já está assegurada com a inauguração de um empreendimento em João Pessoa, cuja inauguração está prevista para 2026. Inicialmente, o resort paraibano abrirá com 510 quartos, mas o objetivo é chegar a 1 mil. Já o investimento nesta primeira fase é de R$ 650 milhões.
Em publicação no LinkedIn, Lizete celebrou os resultados de 2024. “Crescemos 41% e estamos construindo nossa 6ª unidade em João Pessoa, um empreendimento inovador que será um marco em nossa história, reforçando nosso compromisso com um crescimento saudável e com a excelência que sempre nos guia”, disse.
A executiva acrescentou que a conquista é um passo estratégico para fortalecer a experiência de hospitalidade oferecida pela companhia. “Seguimos firmes, com responsabilidade, paixão e o sonho de levar a experiência Tauá para ainda mais pessoas”, complementou.
Expansão
Obviamente, uma expansão assim requer planejamento financeiro e, muitas vezes, dinheiro novo – e foi justamente isso que o Grupo Tauá de Hotéis foi buscar. A empresa acaba de fazer uma emissão de CRIs (Certificados Recebíveis Imobiliários) no valor de R$ 150 milhões, na primeira captação da rede mineira por meio de títulos de dívida.
A partir desse “check-in”, a companhia está dando início a um plano de investimentos que prevê aporte de R$ 1,5 bilhão até 2030. Coordenada pelo Itaú, a operação tem carência de um ano e, passado o período, um prazo de amortização de cinco anos, informou Gondim ao Neofeed.
“Esse CRI vem justamente para acelerar as obras e expansões que temos previstas nos próximos anos”, comenta o executivo. “Hoje, somos a terceira maior rede de resorts. Queremos ser a segunda até o fim de 2026 e a primeira até 2030”, completa. A primeira etapa na corrida pelo topo do pódio é a expansão do resort de Atibaia (SP), atual carro-chefe do grupo.
Com obras previstas para 2026, a ideia é adicionar 240 quartos à base atual de 780 unidades no empreendimento. O projeto incluirá, ainda, a expansão da infraestrutura do parque aquático do hotel, outra atração que vem ganhando espaço em outros ativos da rede, especialmente no modelo indoor.
“Temos um pipeline de seis projetos sendo avaliados. Além do interior de São Paulo, temos projetos no Sul, e Nordeste, em estados como Alagoas”, complementa Gondim. Ao mesmo tempo, o executivo observa que a empresa não precisará recorrer necessariamente a novas captações para financiar o volume restante do plano de investimentos. A princípio, a orientação é viabilizar a expansão com o próprio caixa.
Como parte do plano, o CFO não descarta o investimento em projetos brownfield, por meio de aquisições, mas ressalta que, dada a dificuldade de encontrar projetos que dialoguem com a tese e a cultura da empresa, essa possibilidade está em segundo plano no momento.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Grupo Tauá de Hotéis












