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Hotéis brasileiros entram na mira de ciberataques com IA

O Brasil se tornou o principal alvo de uma nova onda de ciberataques que mira diretamente hóspedes de hotéis. A equipe de Pesquisa e Análise Global da Kaspersky identificou que o grupo RevengeHotels, ativo desde 2015, passou a usar IA (Inteligência Artificial) para tornar suas ações mais sofisticadas. O objetivo é roubar dados de pagamento de clientes, expondo viajantes que se hospedam até mesmo em redes renomadas, aponta o Hotel News Resource.

De acordo com os especialistas, os ataques contra hotéis brasileiros acontecem principalmente por meio de e-mails de phishing enviados a funcionários, disfarçados de pedidos de reserva ou currículos de emprego. Essas mensagens contêm malwares como o VenomRAT, que, ao ser instalado, abre acesso às informações financeiras dos hóspedes. O detalhe é que muitas vezes esses e-mails usam domínios em português e copiam serviços conhecidos, o que torna o golpe ainda mais difícil de identificar.

A ameaça preocupa especialmente porque o Brasil lidera a lista de países atingidos. Embora os cibercriminosos também tenham focado recentemente em Espanha e em outros mercados latino-americanos, como Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica e México, o território brasileiro segue como epicentro da operação criminosa. Isso demonstra não só a vulnerabilidade do setor hoteleiro nacional, mas também o risco direto para turistas que visitam o país.

Antes dessa expansão, o grupo RevengeHotels já havia atuado em países da Europa, da Ásia e do Oriente Médio, incluindo Rússia, Turquia, Itália e Egito. Agora, com o uso de IA, os ataques se tornaram mais difíceis de rastrear e detectar, consolidando-se como uma ameaça global.

Uso da IA em ciberataques

Lisandro Ubiedo, especialista da Kaspersky, reforça que a IA está dando novos recursos aos golpistas. “Isso torna esquemas familiares mais difíceis de identificar e aumenta os riscos de roubo de dados pessoais e financeiros, mesmo em hotéis de grande porte”, afirma.

Para se proteger, a Kaspersky recomenda cautela ao abrir links e anexos em e-mails, mesmo quando parecem legítimos, além de ajustes em filtros antispam e o uso de soluções de proteção em tempo real. A empresa alerta ainda que arquivos inesperados, mesmo enviados por remetentes aparentemente confiáveis, podem esconder spywares ou ransomwares.

A ascensão desses ataques movidos por IA mostra que o setor de hospitalidade no Brasil precisa intensificar seus protocolos de cibersegurança. Treinar equipes, adotar soluções tecnológicas e conscientizar hóspedes tornam-se medidas fundamentais para preservar a confiança no setor e evitar prejuízos financeiros, que têm acontecido com diversos grupos hoteleiros nos últimos anos.

(*) Crédito da foto: Divulgação

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