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Hotéis vs OTAs: quem manda no cliente na era da IA?

A disputa por fidelidade e controle dos dados dos viajantes entre hotéis e OTAs ganha novos contornos com o avanço da IA (Inteligência Artificial) generativa. A pergunta central permanece: quem detém o cliente — o hotel, que oferece a experiência, ou a OTA, que controla a jornada de reserva?

Durante o Data + AI Summit, promovido pelo Skift, Adam Harris, CEO da Cloudbeds, classificou a relação entre hotéis e OTAs como uma “coopetição”. Segundo ele, os hotéis “estariam levantando as mãos de alegria” se gigantes como Google, Booking, Expedia e Airbnb deixassem de existir.

Isso porque essas empresas concentram boa parte dos investimentos em marketing digital e muitas vezes ficam com o relacionamento direto com o hóspede.

Nova fase da disputa

Com a ascensão da IA generativa, o desafio se intensifica. Empresas como Kayak, por exemplo, continuam apostando em mecanismos de busca que entregam valor por meio da comparação de preços. Matthias Keller, CPO da plataforma, defende que, mesmo diante do avanço de soluções da Google e outras big techs, os viajantes ainda buscam opções vantajosas e tendem a continuar utilizando metabuscadores.

Líderes do setor concordam que, para manter relevância nesse novo cenário, os hotéis precisarão aprimorar sua estrutura de dados e investir na produção de conteúdo mais qualificado. Dessa forma, poderão aumentar sua atratividade e tentar retomar o relacionamento direto com os viajantes, minimizando a dependência das OTAs, que têm investido forte em estratégias de marketing.

A IA não encerra o embate entre hotéis e plataformas online — ela apenas redefine as regras. No centro da disputa, permanece o mesmo ativo valioso: o cliente.

(*) Crédito da foto: Freepik

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