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SEO e GEO: a importância de se adaptar à nova realidade

A medida que as ferramentas de IA (inteligência artificial) evoluem, a jornada do consumidor também passa por transformações. Antes da compra, a partir de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity, já é possível buscar e conhecer serviços. Então, como prender a atenção do cliente nesta etapa? Um bom início é otimizar conteúdos para além do Google, aplicando conceitos de SEO (Search Engine Optimization) e GEO (Generative Engine Optimization).

Mais do que estratégias complementares, ambas são essenciais para fortalecer a presença digital dos hotéis, com foco em vender mais diretamente. É o que contextualizam os especialistas entrevistados pela reportagem do Hotelier News.

De início, o alerta é que três fatores estão à frente da adoção de tecnologia para definir o êxito das estratégias. São eles:

  • Compreensão do comportamento do usuário;
  • Estruturação do conteúdo de forma precisa;
  • Alinhamento da autoridade da marca aos diferentes canais de busca e plataformas de IA.

Complementaridade e diferenças

Diego Ivo, CEO da Conversion, explica que o GEO pode ser avaliado como uma evolução dentro do SEO. “O GEO enfatiza clareza, estrutura e visibilidade da marca, já que as IAs priorizam conteúdo confiável na hora de entregar uma resposta pronta ao usuário”, afirma.

Segundo o especialista, seguir boas práticas de SEO para Google ajuda a aparecer nas IAs, mas não garante visibilidade total. Por isso, o GEO surge como uma camada extra de otimização.

Na visão de Flávia Crizanto, CEO da Experta, o SEO ainda precisa ser visto como a base de tudo quando o assunto é busca, principalmente em razão de toda sua metodologia ainda ser importante para construção de resultados orgânicos.

Hotelaria, SEO e GEO
Faustino: “GEO ajuda hotéis pequenos a se destacarem”

“O bom SEO não é sobre plataforma, mas sobre estratégia, pesquisa e conhecimento da jornada do consumidor. Agora, nesta conta, adicionamos o GEO, que exige um olhar para múltiplos canais e consideração que as LLMs (Large Language Models) podem recorrer aos índices dos buscadores para gerar respostas”, pondera.

Bruno Faustino, head de Martech do Grupo Tauá, acrescenta sobre a importância da dimensão geográfica no novo modelo. “O SEO constrói presença, enquanto o GEO entrega precisão. Não dá para pensar em um sem aproveitar o outro. O segundo, aliás, conecta a busca ao ‘onde’ o usuário está ou para onde quer ir”, salienta.

Preparação prática

As melhores práticas envolvem clareza, objetividade, boa estruturação do conteúdo (listas, tópicos, Q&A), autoridade e alinhamento semântico. No final, os executivos explicam que a estratégia geográfica é uma nova forma de aplicar a ferramenta de busca, mas em outro tipo de motor.

Uma parte importante é também ter cautela na aplicação, diante da falta de informações. Por isso, especialistas avaliam que é essencial acompanhar profissionais confiáveis, analisar estudos e testar estratégias. Na hotelaria, a disciplina no uso dos dados e a consistência dos cadastros são fundamentais.

“O primeiro passo é ter dados limpos e atualizados sobre localização, cadastros e metadados. Depois, garantir que todos os pontos de contato, site, redes sociais, Google Business, estejam consistentes. Em seguida, trabalhar segmentação por região e adaptar campanhas digitais”, explica Faustino.

Aplicações e erros comuns

O setor hoteleiro precisa estar atento à geolocalização e à personalização de informações. Flávia aponta que é crucial conhecer profundamente a jornada dos clientes e criar um banco de conteúdos organizado para pessoas e IAs. Um dos principais erros é ignorar canais próprios, como sites e Youtube, ou depender exclusivamente de OTAs e marketplaces.

Hotelaria, SEO e GEO
“GEO foca em clareza e visibilidade nas IAs”, diz Ivo

Um exemplo de trabalho dado por Ivo é com estratégias de conteúdo e autoridade de marca. O executivo explica que utiliza Digital PR para conquistar citações e backlinks em veículos relevantes para garantir posicionamento nas respostas das IAs.

Nos hotéis, o GEO acaba por ser estratégico desde aparecer na busca do usuário que está em casa pesquisando sobre resorts próximos a São Paulo até a personalização de anúncios para quem está viajando.

Tecnologias de IA e jornada de compra

O avanço de agentes de IA capazes de conduzir toda a jornada de compra abre novas oportunidades. O ChatGPT, por exemplo, já evolui para permitir transações diretas na plataforma, mas o processo de decisão ainda ocorre de forma orgânica, baseado na relevância das respostas.

Por isso, a recomendação é se preparar em duas frentes: técnica e estratégica. É fundamental ter um site tecnicamente estruturado, compreender como as plataformas funcionam e, no futuro, desenvolver agentes próprios capazes de interagir com IAs que realizam processos de compra e check-out.

No contexto específico da hotelaria, no campo técnico, é preciso estar preparado com APIs, integrações de inventário, precificação dinâmica e meios de pagamento. Do lado estratégico, trata-se de posicionar a marca dentro desses canais, já que a disputa envolve não apenas cliques, mas, sobretudo, relevância nas respostas das IAs.

Estrutura digital e métricas

Para que um hotel esteja preparado para GEO, a orientação dos especialistas é pelo foco em clareza, capacidade de escaneamento, profundidade objetiva e autoridade de conteúdo. Aqueles que forem vinculados a fontes confiáveis têm mais chance de serem usados pelos modelos inteligentes. Também existe a necessidade por sites tecnicamente otimizados para evitar a invisibilidade digital.

Entre os requisitos mínimos para o site, portanto, estão:

  • Rapidez;
  • Responsividade com dados estruturados;
  • Cadastros atualizados no Google Business;
  • Integração de CRM;
  • Informações consistentes.

Quanto às métricas, os cliques deixam de ser o principal indicador, dando lugar a fatores como menções e share of voice em cada modelo de linguagem.

Hotelaria, SEO e GEO
Para Flávia, não existe fórmula pronta para GEO

Relevância e hotelaria

A personalização e a capacidade de responder a consultas específicas nivelam o campo competitivo para hotéis menores. Segundo Ivo, as IAs analisam o perfil do usuário e refinam a busca, favorecendo quem oferece informações detalhadas e confiáveis.

Para pequenos e médios empreendimentos, Flávia afirma que é possível desenvolver um banco de conteúdos, responder dúvidas frequentes e marcar presença em canais estratégicos para as IAs. A proposta é aproveitar os fatores geográfico e de relevância.

Por fim, Faustino observa que um hotel de pequeno porte pode aparecer à frente de uma grande rede se for mais relevante para o usuário local. A chave, portanto, é usar o GEO para contar a história do destino, explorar diferenciais regionais e manter uma estrutura digital sólida.

(*) Crédito da capa: Freepik

(*) Crédito das fotos: Divulgação

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