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HSMAI abre Sales Acceleration Meeting e discute mudanças no mercado

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Foi aberta hoje (25) mais uma edição do Sales Acceleration Meeting, promovido pela HSMAI Brasil. O evento acontece no Laghetto Stilo, em São Paulo, reunindo profissionais da hotelaria para debater insights de vendas e estratégias comerciais.

A abertura foi conduzida por Gabriela Otto, presidente da HSMAI Brasil e Latam, que destacou as iniciativas desenvolvidas pela entidade para aproximar e conectar o setor. Durante sua apresentação, a executiva compartilhou insights da Leadership Conference, realizada pela HSMAI global, em Los Angeles.

Entre os principais aprendizados, Gabriela afirmou que a hospitalidade não enfrenta apenas uma mudança, mas um processo contínuo de disrupção. “Esse evento nos mostrou o quanto é importante que os líderes comerciais sejam claros em suas diretrizes e sua comunicação com clientes e parceiros”, destacou.

Gabriela Otto
“Fator humano ainda é fundamental”, disse Gabriela

Segundo ela, apesar da adoção cada vez mais intensa de recursos tecnológicos na hospitalidade, a maioria dos líderes comerciais ainda considera o fator humano o principal diferencial na construção de estratégias. “Tudo precisa se complementar, ter objetivos e focos iguais”, reforçou a presidente da HSMAI Brasil e Latam, acrescentando que o investimento nas pessoas contribui significativamente para reduzir ruídos de comunicação entre as equipes.

Gabriela também apresentou alguns dos principais desafios que moldam a liderança comercial atualmente, entre eles a evolução da distribuição tecnológica, as incertezas econômicas e geopolíticas, a escassez de mão de obra e o aumento dos custos de distribuição.

Mudanças no mercado

Abrindo a programação de palestras, Augusto Rocha, VP de Vendas e Marketing da Pmweb, apresentou o painel Eu avisei. O mercado mudou. Vai mudar de novo. Logo no início da apresentação, o executivo destacou que uma das primeiras grandes transformações para a hotelaria foi o surgimento da internet, responsável por criar uma série de oportunidades para o setor. Desde então, novas mudanças passaram a ocorrer em ritmo constante, levando o mercado a discutir quais são as principais oportunidades para a hospitalidade atualmente.

Durante a palestra, Rocha trouxe um insight importante ao afirmar que hospedar-se é uma vivência direta. “Há tempos temos reforçado o papel da venda direta, do estreitamento da relação dos hotéis com o cliente. Pois só fazia sentido aderir a um intermediário se isso fizesse com que o hóspede compre diretamente depois”, analisou.

O executivo relembrou que muitas empresas hoteleiras norte-americanas conseguiram assumir o protagonismo da distribuição no início dos anos 2000, superando as OTAs (online travel agencies). Pouco depois, porém, o mercado sofreu uma forte mudança provocada pelos ataques de 11 de setembro de 2001, em Nova York.

“Quando o turismo começou a se reestruturar, as OTAs retomaram o controle e as redes demoraram para se reerguer, mudando novamente o cenário da distribuição. Há muito tempo, a relação entre hotéis e OTAs é turbulenta. Esse é o mercado”, endossou.

Investimento em mídia

Na sequência, Rocha ressaltou que uma das principais estratégias adotadas pelas redes hoteleiras para recuperar o protagonismo e impulsionar as vendas diretas é o investimento em mídia. “Um dos principais exemplos está acontecendo agora: a Marriott International está patrocinando a Copa do Mundo FIFA, o que mostra o desejo do setor de se fazer presente nos principais espaços de mídia do mundo”, explicou.

Agusto Rocha
Rocha comentou principais mudanças do mercado

Por outro lado, afirmou que as principais OTAs continuam registrando faturamentos históricos, o que leva a uma pergunta: por que todas as reservas não são feitas diretamente com os hotéis? Segundo o executivo, a resposta passa pelo mercado B2B. No Brasil, por exemplo, a distribuição ainda é fortemente concentrada em operadoras e consolidadoras, o que representa uma barreira significativa à comunicação direta com o consumidor.

“Acreditar que as OTAs são a única fonte de volume fez a hotelaria ignorar a fidelização direta. É preciso que os hotéis sejam obcecados pelo cliente”, pontuou Rocha.

Segundo ele, os hotéis precisam cuidar dos clientes enquanto eles ainda estão hospedados. “Nenhum canal é maior que o hotel. Lembrem-se disso”, finalizou.

(*) Crédito das fotos: Lucas Barbosa/Hotelier News

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