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IBGE: desemprego recua para 8,7% no 3º tri

Levantamento divulgado hoje (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que a taxa de desemprego caiu para 8,7% no terceiro trimestre. O percentual é o menor desde o segundo trimestre de 2015 (8,4%), com seis estados apresentando queda no indicador nos últimos três meses encerrados em setembro. No trimestre anterior, 22 unidades da federação registraram baixa.

A pesquisa mostra que as quedas mais significativas aconteceram em Rondônia (de 5,8% para 3,9%), Ceará (de 10,4% para 8,6%), Acre (de 11,9% para 10,1%), Maranhão (de 10,8% para 9,7%), Minas Gerais (de 7,2% para 6,3%) e Paraná (de 6,1% para 5,3%), revela a Folha de S. Paulo.

Nas outras 21 unidades da federação, a desocupação mostrou estabilidade no terceiro trimestre, conforme dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O levantamento do IBGE, que contempla os mercados formal a informal, apontou que as maiores taxas foram registradas na Bahia (15,1%), Pernambuco (13,9%) e Rio de Janeiro (12,3%). Já as menores foram observadas no Mato Grosso (3,8%), Santa Catarina (3,8%) e Rondônia (3,9%).

Outros dados

O número de desempregados, por sua vez, recuou para 9,5 milhões no país, menor nível desde dezembro de 2015 (9,2 milhões). “No segundo trimestre, a taxa de ocupação havia caído 1,8%, com disseminação da queda por 22 unidades federativas. Já no terceiro trimestre, a queda foi menos intensa, de 0,6%, e por isso repercutiu nos resultados locais, por estado”, pontua Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

A pesquisa também mostra que a taxa de informalidade no país foi de 39,4% no terceiro trimestre. Os maiores percentuais foram registrados no Pará (60,5%), Maranhão (59,1%) e Amazonas (57,1%). Nesses estados, a maioria dos ocupados estava em postos informais. Santa Catarina (25,9%), Distrito Federal (29,8%) e São Paulo (30,6%), por outro lado, detêm as menores proporções.

Economistas veem a possibilidade de a taxa de desemprego ficar mais próxima de 8% até o final de dezembro. Isso porque a reta final do ano costuma ser marcada por contratações temporárias em razão da demanda sazonal em setores como o comércio.

(*) Crédito da foto: Zanone Fraissat/Folhapress

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