A hotelaria nacional manteve ritmo de crescimento em maio de 2025, segundo dados da 214ª edição do InFOHB, informativo mensal do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil). Com base na amostra de 594 hotéis de redes associadas, que representam quase 92 mil UHs, todos os principais indicadores de desempenho mostraram avanço em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O RevPar subiu 19,2%, impulsionado por uma elevação de 9% na taxa de ocupação e de 9,3% na diária média, que chegou a R$ 430,69. Entre as regiões do país, o Sul se destacou com os maiores índices de crescimento: alta de 21,9% na ocupação, 9,6% na diária média e expressivos 33,7% no RevPar. O Nordeste também teve bom desempenho, com aumentos de 16,4% (ocupação), 12% (diária média) e 30,3% (RevPar). As demais regiões tiveram evolução mais moderada.

No Sudeste, a ocupação cresceu 6,3%, enquanto a diária média subiu 10,6%, resultando em um aumento de 17,6% no RevPar. No Norte, os números também foram positivos, com alta de 2,8% na ocupação, 7,3% na diária média e 10,3% no RevPar. Já o Centro-Oeste registrou crescimento mais moderado, com a ocupação avançando 2,2%, a diária média 6,5% e o RevPar 8,9%.
Resultados por categoria
Na segmentação por categoria hoteleira, o padrão mais elevado entregou o maior avanço no RevPar:
Upscale: diária média subiu 11,6% (R$ 740,94) e o RevPar avançou 29%.
Midscale: diária cresceu 11,1% (R$ 472,30) e RevPar teve alta de 19,9%.
Econômico: menor crescimento, com diária média em R$ 307,59 (+5,5%) e RevPar de R$ 189,76 (+14,1%).

A taxa de ocupação, por sua vez, foi positiva em todas as faixas: upscale (+6,8%), midscale (+8%) e econômico (+8,1%).
Desempenho nas principais cidades
Ainda de acordo com os dados do InFOHB, o comportamento da hotelaria nas capitais e grandes cidades reforça o cenário positivo, embora com algumas particularidades. Porto Alegre foi o grande destaque do mês, com um salto de 128,7% na taxa de ocupação e de 126,7% no RevPar. O desempenho da capital gaúcha é atribuído à combinação de aumento na demanda e base comparativa muito baixa em 2024, quando parte da operação hoteleira foi afetada por fatores externos.
Salvador, impulsionada por eventos e pelo turismo de lazer, registrou crescimento expressivo de 33,2% no RevPar. O Rio de Janeiro também mostrou força, com alta de 32% no indicador, reflexo do aumento da diária média (R$ 542,14) e da ocupação (70,6%).
Fortaleza, Belém e Vitória seguem como mercados aquecidos, com aumentos no RevPar entre 12% e 29%. São Paulo, maior mercado hoteleiro do país, teve crescimento de 6,7% na ocupação e 15,4% no RevPar, com diária média em R$ 604,75 – a mais alta entre as cidades analisadas.
Por outro lado, Florianópolis teve retração de 10,3% na taxa de ocupação, mesmo com aumento de 16,6% na diária média. O movimento pode indicar uma elevação de preços acima do que o mercado suportou no mês. Belo Horizonte apresentou leve queda de 0,3% na ocupação, mas cresceu em diária e RevPar.
Recife, embora tenha tido queda de 11% na diária média, conseguiu manter estável o RevPar, com leve alta de 0,7%, puxada pelo aumento na ocupação. Curitiba, Brasília e Campinas mostraram variações mais modestas, indicando estabilidade nos mercados corporativos.
Acumulado do ano
O InFOHB mostra que, de janeiro a maio de 2025, o desempenho consolidado também foi positivo. A taxa de ocupação cresceu 4,3%, a diária média subiu 11,2% e o RevPar teve alta de 15,9%.
Neste período, o Sudeste e o Sul apresentaram as maiores evoluções no RevPar (+17% e +17,9%, respectivamente), enquanto o Centro-Oeste foi a única região com leve recuo na ocupação (-1,3%), embora tenha mantido crescimento na diária média (+5,7%) e no RevPar (+4,3%). Nas categorias, o upscale novamente liderou com aumento de 20,9% no indicador, seguido pelo midscale (+15,1%) e econômico (+12,9%).
Entre os destinos analisados, o Rio de Janeiro despontou com crescimento de 45,1% no RevPar no acumulado do ano, seguido por Florianópolis (+26%), Porto Alegre (+23,2%) e Salvador (+19,4%). Apenas três cidades apresentaram retração na ocupação: Manaus, Brasília e Campinas.
Fatores de influência
O bom desempenho da hotelaria em maio reflete uma combinação de fatores: o avanço da demanda corporativa e de lazer, eventos sazonais importantes, e a manutenção de estratégias de precificação mais agressivas em diversos mercados. Além disso, a recuperação econômica em algumas regiões e a retomada de viagens impulsionaram o volume de reservas, sobretudo em destinos do Sul e Nordeste.
O FOHB destaca que a consistência dos resultados em diferentes categorias e regiões indica uma tendência sustentada de recuperação e crescimento do setor no ano.
(*) Crédito da foto: Divulgação
(*) Crédito dos infográficos: Divulgação/FOHB












