O pipeline de construção hoteleira na América Latina mantém trajetória de expansão em 2026, com avanço tanto no número de empreendimentos quanto nas fases iniciais de desenvolvimento. Dados do relatório Tendências do Pipeline de Construção Hoteleira na América Latina – 1º trimestre de 2026, da LE (Lodging Econometrics), apontam crescimento de 6% no volume total de hotéis em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado sobretudo pela alta de 12% nas iniciativas em estágio inicial de planejamento, com o Brasil aparecendo entre os destaques.
Ao fim do primeiro trimestre, a região somava 755 hotéis, totalizando 113,6 mil quartos — avanço anual de 6% no número de empreendimentos e de 1% na oferta de unidades habitacionais. Desse total, 300 empreendimentos (50,1 mil acomodações) já estavam em construção, com alta de 5% em volume e de 1% na capacidade. Outros 189 projetos, reunindo 28,3 mil apartamentos, têm obras previstas para começar nos próximos 12 meses, enquanto 266 projetos (35,1 mil UHs) permanecem nas etapas iniciais, faixa que concentra o maior ritmo de crescimento.
Na análise por categorias, o segmento de alto padrão lidera em volume, com 142 hotéis e 26,5 mil acomodações. Em seguida, o médio-alto apresenta a expansão mais acelerada, com 139 empreendimentos e 18,6 mil unidades habitacionais, registrando crescimento de 28% e 33%, respectivamente. Já o segmento de luxo reúne 135 projetos e 19,6 mil UHs, mantendo participação relevante no pipeline regional.
Entre os países, o México segue na liderança, com 247 empreendimentos e 36,6 mil acomodações — cerca de um terço do total em desenvolvimento na região. O Brasil, que tem se destacado nos últimos anos, aparece na segunda posição, com 132 hotéis e 18,1 mil unidades, avançando 18% em número de empreendimentos e 20% em capacidade. Na sequência, a República Dominicana reúne 84 projetos e 18 mil UHs, também em expansão. Juntos, esses três mercados concentram 61% dos hotéis e 64% da oferta em construção na América Latina.
Outros dados
No recorte por cidades, a Cidade do México lidera com 29 empreendimentos e 3,2 mil acomodações. Lima aparece em seguida, com 18 hotéis e 2,4 mil unidades, enquanto Georgetown soma 15 projetos e cerca de 2 mil UHs. As três praças registram crescimento expressivo na comparação anual.
A modernização de ativos também segue em alta. Iniciativas de renovação e conversão totalizam 150 empreendimentos e 25,7 mil acomodações, avanço de 9% frente ao ano anterior, refletindo a estratégia de reposicionamento de ativos existentes.
No campo das entregas, a América Latina inaugurou 14 hotéis no primeiro trimestre, adicionando 2,1 mil unidades ao mercado. Para o restante de 2026, a projeção indica mais 90 aberturas, com 15,7 mil acomodações, o que elevaria o total do ano para 104 novos empreendimentos e 17,9 mil UHs. Já para 2027, a expectativa é de 115 inaugurações, somando 15,6 mil unidades, segundo estimativas da consultoria.
(*) Crédito da foto: Freepik












