A Wyndham Hotels & Resorts iniciou 2026 com resultados financeiros estáveis e crescimento moderado em indicadores operacionais. No primeiro trimestre, o RevPar global da gigante hoteleira recuou 1% frente ao mesmo período de 2025, refletindo desempenho estável nos Estados Unidos e leve retração nas operações internacionais. A receita líquida avançou 3% na comparação anual, totalizando US$ 327 milhões, impulsionada principalmente pelo aumento de 21% nas receitas auxiliares e pela expansão da base de quartos.
O Ebitda Ajustado cresceu 8%, chegando a US$ 156 milhões. Já o lucro líquido permaneceu estável em US$ 61 milhões, enquanto o lucro ajustado subiu 9%, para US$ 73 milhões. O lucro por ação diluído avançou 3%, alcançando US$ 0,80, beneficiado pela recompra de ações. Em termos ajustados, o indicador teve alta de 12%, atingindo US$ 0,96. A companhia também reportou geração de caixa operacional de US$ 42 milhões e fluxo de caixa livre de US$ 64 milhões no período.
No trimestre, a Wyndham reforçou sua estrutura de capital com a emissão de US$ 650 milhões em notas seniores com vencimento em 2033, utilizando os recursos principalmente para quitar dívidas existentes. A alavancagem encerrou março em 3,5 vezes, dentro da faixa alvo. Além disso, foram retornados US$ 85 milhões aos acionistas por meio de recompra de ações e pagamento de dividendos.
Segundo Geoff Ballotti, presidente e CEO da companhia, o início do ano foi marcado por um desempenho sólido e pela recuperação mais rápida do que o esperado nos segmentos econômico e midscale nos Estados Unidos, elevando o otimismo para a alta temporada de lazer.
Expansão do portfólio
A Wyndham encerrou o trimestre com crescimento de 4% em seu portfólio global de quartos. O avanço foi impulsionado principalmente pela região Ásia-Pacífico, com alta de 12% em franquias diretas, e por EMEA e América Latina, que registraram crescimento de 9%. Nos Estados Unidos, a base permaneceu estável devido à saída de unidades afiliadas mais antigas.
O pipeline de desenvolvimento atingiu nível recorde, superando 259 mil quartos distribuídos em mais de 2,2 mil hotéis, aumento de 3% em relação ao ano anterior. Desse total, cerca de 70% estão concentrados nos segmentos midscale e superiores, enquanto 17% correspondem a projetos de estadia prolongada. Aproximadamente 43% dos empreendimentos estão localizados nos Estados Unidos.
A maior parte dos projetos (77%) é de novas construções, sendo que cerca de 35% já iniciaram obras. O volume de quartos em construção cresceu 3% na comparação anual, refletindo a continuidade da estratégia de expansão da companhia.
(*) Crédito da foto: Divulgação












