O contexto macroeconômico instável não é mais novidade quando se trata do Brasil. Hoje (18), foram divulgadas as estimativas para alguns dos principais indicadores: PIB (Produto Interno Bruto), inflação e taxa Selic. O Ministério da Fazenda revisou para cima a projeção de crescimento do PIB em 2024, de 3,2% para 3,3%, impulsionada por um desempenho econômico melhor no terceiro trimestre, segundo a Folha de São Paulo.
O crescimento projetado para o PIB é significativamente superior à previsão do início do ano, quando o governo estimava uma alta de 2,2%. A projeção anterior, divulgada em setembro, já indicava uma expansão mais expressiva da atividade econômica.
Em pronunciamento oficial, Guilherme Mello, secretário de Política Econômica, destacou que a estimativa para o PIB de 2024 possui viés de alta. Ele explicou que, após o fechamento da nova grade de parâmetros, dados recentes do setor de serviços divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelaram um cenário ainda mais otimista.
“Isso pode indicar que a nossa projeção está um pouco defasada”, afirmou Mello. Mesmo assim, ele ressaltou que o viés pode ou não se confirmar. “Pode haver um dado positivo neste mês e outro não tão bom no próximo, uma coisa compensa a outra”, explicou. Para 2025, a estimativa de crescimento permanece em 2,5%.
Outros dados
As informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda indicam que as estimativas para a inflação em 2023 também foram revisadas para cima. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial do país, deve subir 4,40%, pressionado pelo câmbio e pelo clima. A previsão anterior era de 4,25%.
O indicador deve se manter próximo da meta perseguida pelo Banco Central, de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Isso implica um limite superior de 4,5% ao ano. Apesar disso, a projeção oficial é mais conservadora que a do mercado, que espera um estouro da meta. Segundo o Boletim Focus, os agentes econômicos preveem que o IPCA encerrará 2023 em 4,64%.
Raquel Nadal, subsecretária de Política Macroeconômica, atribuiu a diferença entre as previsões à expectativa do governo de que a conta de luz terá bandeira verde em dezembro, ou seja, sem cobranças extras aos consumidores por custos adicionais de geração. Para 2024, o IPCA deve subir 3,60%, representando uma desaceleração em relação a 2023, mas ainda acima da previsão anterior, de 3,40%.
Além disso, o mercado ajustou para cima a previsão da Selic para 2024, de 11,5% para 12%. Já a expectativa para 2023 foi mantida em 11,75%. Atualmente, a taxa de juros está em 11,25%, e o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central realizará mais uma reunião em dezembro.
(*) Crédito da foto: Pixabay


















