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Suhcasa traça nova rota entre imóveis e experiências

Da gestão de apartamentos à venda de passeios, a Suhcasa busca ampliar seu espaço no mercado de short stay do Rio de Janeiro. Com uma nova sede no Centro, a empresa combina expansão da carteira, reorganização logística e serviços turísticos para consolidar uma proposta que seu CEO, Carlos Eduardo Muzy, define como uma boutique de short stay.

A companhia administra atualmente 200 apartamentos, distribuídos do Recreio dos Bandeirantes ao Centro, com unidades de tamanhos variados, incluindo opções de dois, três e quatro quartos. Sua operação é formada por imóveis em diferentes endereços, sem assumir prédios inteiros. “Somos uma administradora pulverizada, pois atuamos com imóveis em diferentes regiões e prédios”, explica Muzy.

A estrutura de apoio inclui duas lojas em Copacabana, uma sala no Centro e uma base em Botafogo. Segundo o executivo, a empresa passa a contar com duas sedes, utilizadas também para comercializar reservas, passeios e outros serviços.

Centro ganha espaço na estratégia

A aposta na região central está ligada tanto à expansão quanto à busca por eficiência operacional. A concentração de novos imóveis nessa área é o caminho escolhido pela Suhcasa para melhorar a logística.

“Resolvemos fazer essa mudança, pois o futuro está cada vez mais em imóveis no centro. Vamos conseguir ter uma logística melhor, tentando ser mais racionais nos custos”, afirma Muzy.

O movimento também permite recompor unidades perdidas após proibições à atividade na Zona Sul. “Não perdemos em tamanho, mas nosso VGV (Valor Geral de Vendas) teve um gap e reduzimos 8% do inventário desde que as proibições começaram. A reposição vem pelo Centro em quantidade de imóveis”, relata.

A ampliação da capacidade operacional acompanha metas de crescimento para os próximos anos. “Fechamos 2025 com 180 imóveis e queremos encerrar 2026 com 280. Aumentamos nossa capacidade, com a projeção de finalizar 2027 com 350 apartamentos em nossa base. Nosso business é local, mas não descartamos expandir para a Região dos Lagos”, diz.

Carlos e Suellen
Muzy e Suellen, fundadores da Suhcasa

Locações curtas em debate no STJ

As restrições relatadas por Muzy se inserem em um debate mais amplo sobre locações de curta duração em condomínios residenciais. A Segunda Seção do STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou a suspensão nacional dos processos individuais e coletivos contra o segmento.

Sob relatoria do ministro Raul Araújo, o julgamento deverá definir se a destinação exclusivamente residencial prevista na convenção condominial basta para impedir locações de curta temporada por plataformas digitais, como Airbnb, ou se é necessária uma proibição expressa. A análise seguirá o rito dos recursos repetitivos, que estabelece uma orientação para casos semelhantes.

Em julgamento anterior, do Recurso Especial 2.121.055, a Segunda Seção entendeu que a destinação exclusivamente residencial pode ser suficiente para considerar a atividade incompatível com a finalidade do condomínio. Na ocasião, também estabeleceu que uma eventual autorização para locações curtas deve ser aprovada por dois terços dos condôminos em assembleia.

Hospedagem, experiências e negócios imobiliários

A administração de imóveis é a principal atividade da Suhcasa. O serviço reúne marketing, precificação dinâmica, estratégias de ocupação, atendimento aos hóspedes, limpeza e manutenção preventiva. A empresa também realiza a compra e venda de unidades destinadas ao short stay.

“Na parte imobiliária, a administração é o nosso carro-chefe, mas também realizamos a compra e venda de imóveis para short stay que oferecemos para a nossa base. Nossa proposta é ser uma boutique de short stay”, explica Muzy.

Na frente turística, a oferta complementa as estadias com atividades pela cidade. “Vendemos também experiências, como passeios para o Cristo Redentor, city tour no Rio, favela tour, entre outros. Optamos por atuar nas duas frentes, como operador e imobiliária”, afirma.

A companhia atende viajantes de diferentes origens. Segundo o executivo, a última temporada teve presença expressiva de hóspedes internacionais, principalmente europeus, além de argentinos e chilenos. As opções de hospedagem incluem estadias curtas e locações mensais em apartamentos, studios, flats e duplex equipados, com reservas pelo site oficial, Airbnb e Booking.com.

Uma trajetória iniciada em Copacabana

A Suhcasa começou em 2019, quando Muzy e a esposa, Suellen, alugaram o próprio apartamento em Copacabana para ajudar a pagar o financiamento. Ela é servidora pública federal, enquanto ele tem experiência no mercado financeiro, com passagens por algumas das principais instituições do país.

Durante a pandemia, o casal foi convidado a gerir imóveis de terceiros, dando início à expansão do negócio. Com o avanço no Centro, a companhia busca dar escala a esse modelo e organizar uma carteira distribuída pela cidade. A administração permanece como eixo da empresa, enquanto experiências turísticas e transações imobiliárias complementam sua atuação no mercado carioca de short stay.

(*) Crédito das fotos: Divulgação/Suhcasa

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