Mesmo longe dos holofotes políticos, os resultados do turismo brasileiro se mantém positivos. Pesquisa da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que o setor faturou R$ 25,5 bilhões em julho, alta de 2,6% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado representa o maior valor já registrado para o mês desde 2012. As informações foram publicadas no G1.
No acumulado de janeiro a julho, a receita do setor chegou a R$ 168,8 bilhões, crescimento de 3,4% ante igual período do ano passado. De acordo com a entidade, o montante também é recorde para os sete primeiros meses do ano.
Entre as atividades analisadas, o transporte aéreo de passageiros liderou o faturamento em julho, com R$ 8,1 bilhões, alta de 3% na comparação anual. Na sequência aparece o segmento de alojamento, com receita de R$ 5,6 bilhões, mas queda de 1,4% em relação a julho de 2025.
O setor de alimentação registrou faturamento de R$ 3,9 bilhões, avanço de 6,5% na comparação anual. Já a locação de meios de transporte movimentou R$ 2,9 bilhões, alta de 2%. O transporte rodoviário de passageiros somou R$ 1,8 bilhão, crescimento de 4,9%.
Desempenho regional
Na análise regional, 16 estados e o Distrito Federal apresentaram crescimento do faturamento em julho, enquanto dez estados registraram retração, conforme os dados divulgados. São Paulo permaneceu na liderança nacional, com receita de aproximadamente R$ 7 bilhões, equivalente a cerca de 40% do total registrado pelo turismo brasileiro. Na comparação com julho do ano passado, o estado teve alta de 2,6%.
A Bahia apresentou a maior variação positiva entre os estados, com crescimento de 18,7% e faturamento de R$ 759,2 milhões. O Rio Grande do Norte também se destacou, com avanço de 16,3%, seguido pelo Amapá, cuja receita cresceu 12,4%.
Na outra ponta, o Ceará registrou queda de 6,9% no faturamento turístico, enquanto Pernambuco recuou 6,7%. Tocantins teve retração de 7,7%, a maior entre os estados, com receita de aproximadamente R$ 32,1 milhões.
Perspectivas para 2026
A FecomercioSP projeta crescimento de 4% no faturamento do turismo brasileiro em 2026. Caso a estimativa se confirme, a receita anual deverá se aproximar de R$ 300 bilhões, patamar inédito para o setor, segundo a entidade.
Entre os fatores associados ao desempenho, a federação cita o aquecimento das viagens corporativas e a procura pelo turismo de lazer. Para Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, as viagens ganharam espaço nas prioridades de consumo das famílias no período pós-pandemia, mesmo diante de restrições orçamentárias.
O executivo também aponta a adaptação dos viajantes às condições financeiras como um elemento que contribui para a manutenção da demanda. Entre as alternativas estão a escolha de destinos mais próximos, o deslocamento de carro ou com veículos alugados e a opção por hospedagens em localidades de menor distância.
Os resultados, porém, variam entre as atividades do setor. Embora o faturamento total tenha avançado em julho, o segmento de alojamento apresentou queda na comparação anual, enquanto o transporte aéreo e a alimentação registraram crescimento.
(*) Crédito da foto: Magnific














