Com receita bruta perto de R$ 1,2 bilhão em 2025, a Atrio Hotel Management bateu seu próprio recorde a partir da expansão de seu portfólio e do aumento da rentabilidade das propriedades em operação. Durante a WTM-LA, Paulo Roberto Caputo, CEO da administradora, afirmou que a empresa vem atuando em diferentes eixos para atingir suas metas financeiras.
“Esse valor é a receita total dos hotéis administrados pela Atrio. Em 2024, chegamos a R$ 892 milhões. Ou seja, foi um salto de quase 34%. Esse crescimento é dividido em dois eixos: o avanço por quarto existente e os novos quartos que entraram no sistema. Estamos falando da soma dos dois”, explicou Caputo.
A receita de hospedagem subiu 33%, enquanto o faturamento de A&B (Alimentos & Bebidas) avançou 32%. Caputo conta que a Atrio reestruturou a área comercial — com mudanças que surtiram efeito: hotéis com performance baixa acabaram sendo vendidos por seus proprietários. “E nós conseguimos substituir esses empreendimentos por outros com mais potencial”.
Já o A&B é enxergado pela administradora como uma área à parte. Atualmente, uma parcela significativa das propriedades operadas pela empresa possui restaurante de gestão própria, atuando de forma independente. “Temos investido muito em gastronomia. Entendemos que é uma frente que não pode ser associada. Então, estamos falando de uma melhora de margem, gestão de custos, especialmente os insumos, e centralização de compras”, disse o CEO.
Aēra
Lançada no ano passado, a Aēra é a primeira marca própria do portfólio da Atrio, com um hotel em operação em São José, na Grande Florianópolis, desde o último trimestre do ano passado. No segundo trimestre de 2026, a bandeira chega a Brasília.
“A Atrio está se posicionando cada vez mais no que chamamos de Hotel Management Companies. Olhando para esse segmento globalmente, todas as empresas possuem coleções de hotéis de marca. Desta forma, complementamos nossa oferta com uma bandeira própria e midscale, que conta com uma proposta de valor bem clara e voltada para conversão”, continuou Caputo.
Para 2026, a projeção é de chegar a R$ 1,3 bilhão de receita, com crescimento de faturamento tanto em A&B quanto em eficiência operacional. Considerando outras frentes de negócios, como a Livá Hotéis — especializada na gestão de multipropriedade — Caputo revela que o braço de negócio ainda representa menos de 10% da receita do grupo.
No short-term rental, a Xtay cresceu 312% em receita. O braço de STR da Atrio mudou sua estratégia e passou a operar apenas prédios concebidos para esse modelo de locação. “Para o nosso nível de profissionalização, compartilhar espaços com moradores e outros operadores é incompatível”, finalizou.
(*) Crédito da foto: Nayara Matteis/Hotelier News












