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Wyndham vê otimismo entre seus franqueados

A Wyndham Hotels & Resorts divulgou seu primeiro relatório anual de tendências entre proprietários de hotéis. Com base em duas pesquisas realizadas com centenas de hoteleiros e incorporadores, o estudo aponta otimismo no setor, mesmo diante de um cenário econômico instável.

“Há muito barulho no mercado, mas mais de 90% dos entrevistados seguem confiantes nos próximos cinco anos. Eles sabem que, na hospitalidade, o jogo é de longo prazo”, afirma Amit Sripathi, CDO da Wyndham. Segundo ele, mesmo com preocupações pontuais, quatro em cada cinco profissionais planejam expandir seus portfólios no período.

Praticamente todos os respondentes (98%) demonstraram interesse em explorar novas marcas, o que reforça a vantagem competitiva de operar sob uma bandeira consolidada. A maioria busca bandeiras tradicionais (55%), mas 45% têm interesse em soft brands.

Entre os fatores mais valorizados na hora de escolher uma marca estão o suporte especializado — em Marketing, Revenue Management e Operações — e o acesso direto à liderança da companhia. Mais de 80% também consideram um programa de fidelidade forte como fator essencial para o sucesso do negócio.

Outros dados

Na hora de crescer, os interesses se dividem entre diferentes segmentos: 39% miram o lifestyle e hotéis boutique, 36% buscam oportunidades no midscale e upper-midscale, e 35% no segmento econômico.

O modelo de estadas prolongadas segue atraindo atenção. Para 96% dos participantes, o formato representa uma oportunidade sólida de investimento, impulsionada pela alta demanda e retorno atrativo. Mais da metade (59%) reconhece que esse tipo de operação exige uma lógica diferente dos modelos tradicionais.

Com o avanço de investimentos públicos em infraestrutura, todos os entrevistados preveem um aumento nos negócios nos próximos cinco anos. Além disso, mais de 80% apontam que estratégias de cross-sell e upsell são fundamentais para gerar receita adicional, tanto no extended-stay, quanto em outros modelos.

O acesso à tecnologia de ponta está entre os cinco principais critérios para adesão a uma marca. Um em cada cinco entrevistados afirma que pretende se diferenciar por meio de soluções tecnológicas.

Cerca de 61% já investiram ou avaliam investir em ferramentas voltadas à experiência do hóspede, como streaming, chaves digitais e totens de autoatendimento. Outros 46% apontaram interesse em estações de carregamento para veículos elétricos.

Mais de 90% já utilizam algum recurso de IA (Inteligência Artificial). Entre esses, mais de 70% aplicam a tecnologia nas operações e mais de 60% em serviços voltados ao hóspede. Além disso, um terço dos hotéis já utiliza plataformas de mensagens com os clientes e soluções de gorjetas digitais — e outro terço pretende investir nessas frentes.

“O recado é claro: os hoteleiros querem crescer com as marcas certas e os parceiros certos. Também buscam o melhor em tecnologia, fidelidade e suporte. É o que oferecemos, e isso se reflete na taxa de retenção de franquias da Wyndham, que hoje chega a 96%”, destaca Scott Strickland, CCO da rede.

Ao longo dos últimos 25 anos, os hotéis de serviço seletivo, como os operados por franqueados da Wyndham, demonstraram resiliência em momentos de crise. Entre 2000 e 2023, o RevPar desse grupo cresceu a uma taxa média de 2,6% ao ano. Em eventos como os ataques de 11 de setembro (2001), a crise financeira global (2008) e a pandemia de Covid-19 (2020), esses empreendimentos superaram o desempenho de segmentos upscale e superiores em até 2,5 mil pontos-base, segundo dados da STR.

A Wyndham adota uma abordagem chamada OwnerFirst™, com foco total nas necessidades dos proprietários. Desde 2018, a companhia já investiu cerca de US$ 350 milhões em tecnologia. Além disso, lançou marcas específicas para o segmento extended-stay, como ECHO Suites e WaterWalk Extended Stay by Wyndham.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Wyndham Hotels & Resorts

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