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Ao visitar hotéis e empreendimentos de hospedagem em diferentes países da América Latina, é comum encontrar uma situação recorrente: organizações que realizaram investimentos significativos em tecnologia e digitalização, cujos sistemas funcionam corretamente, mas que continuam enfrentando desafios no dia a dia. A operação demanda mais recursos do que o necessário, a experiência do hóspede alterna momentos memoráveis com outros pouco fluidos, e as informações geradas pelas diferentes plataformas nem sempre chegam no momento certo às pessoas responsáveis pela tomada de decisões.
Na maioria dos casos, a origem do problema é a mesma: as soluções tecnológicas operam de forma isolada e carecem de integração efetiva entre si. Quando os sistemas não compartilham informações nem trabalham de maneira coordenada, a tecnologia deixa de impulsionar a eficiência e passa a acrescentar complexidade à gestão operacional.
Hoje sabemos que 57% dos hóspedes da geração millennial esperam contar com recursos como check-in móvel, chaves digitais para os apartamentos e experiências tecnológicas personalizadas, segundo dados do 2025 State of Hotel Guest Tech Report. Além disso, de acordo com o Hotel Technology Trends 2025, 68% desses usuários têm maior probabilidade de escolher um hotel que ofereça acesso móvel pelo smartphone. A pergunta que vale a pena fazer não é se o empreendimento possui essas tecnologias, mas se elas estão conectadas de forma que toda a experiência flua de ponta a ponta.
Por isso, uma das maiores oportunidades para a indústria da hospitalidade na América Latina é construir ecossistemas digitais verdadeiramente integrados. Por meio de suítes tecnológicas robustas, confiáveis e preparadas para escalar, é possível otimizar processos, fortalecer a operação e elevar a experiência em segmentos como hotelaria, Build-to-Rent e Student Housing. O objetivo é transformar cada interação com o hóspede, fazendo com que a tecnologia deixe de ser apenas uma implementação e passe a se tornar uma experiência tangível e estratégica.
Um sistema inteligente que fortalece a operação
A verdadeira transformação digital não acontece quando uma organização acumula mais tecnologia, mas quando consegue fazer com que cada componente da operação funcione como parte de um mesmo sistema inteligente. O valor não está na quantidade de ferramentas, e sim na capacidade de cada uma compreender o que acontece nas demais e agir de forma coordenada.
A gestão de energia e a automação representam o ponto em que essa conversa entre sistemas começa a gerar resultados visíveis na operação e na qualidade do serviço. Segundo a Sensgreen, sistemas inteligentes de gerenciamento podem reduzir entre 20% e 30% o consumo de energia destinado à climatização, não apenas como uma promessa de sustentabilidade, mas como consequência de uma operação que entende o que está acontecendo: apartamentos que respondem à ocupação real e climatização que funciona somente quando há alguém presente.
Tomemos como exemplo o controle de acesso. Tradicionalmente, ele é visto apenas como o momento em que o hóspede abre a porta do apartamento. Sob uma perspectiva estratégica, porém, representa muito mais: é um dos primeiros pontos de geração de dados reais sobre sua estadia. A questão relevante já não é se essa informação existe, mas até onde ela pode chegar. Ela pode alimentar automaticamente os sistemas de energia? Otimizar a operação do empreendimento? Atualizar informações críticas no PMS? Quando a resposta é positiva, a experiência deixa de depender de processos isolados e passa a ser construída sobre inteligência conectada.
O mesmo acontece com a infraestrutura de rede e conectividade. Muitas vezes percebida apenas como um elemento técnico que opera nos bastidores, ela é, na realidade, a espinha dorsal de todo o ecossistema digital. É essa estrutura que permite que as informações circulem em tempo real entre sistemas, equipes e áreas de negócio. Sem conectividade sólida, a integração permanece apenas uma promessa; com ela, a tecnologia cumpre seu principal propósito: gerar experiências mais fluidas, operações mais eficientes e decisões melhor embasadas. Talvez a discussão que a indústria deva fazer hoje não seja sobre quanta tecnologia incorporar, mas sobre quão bem conectada está aquela que já possui.
A experiência digital acontece quando tudo o que ocorre nos bastidores se torna invisível para o hóspede — invisível da melhor maneira possível. Quando esse elemento funciona corretamente dentro do ecossistema, o hóspede não percebe a tecnologia; apenas sente que tudo aconteceu de forma simples. E é justamente essa sensação que gera fidelização.
As operações da propriedade funcionam como o sistema nervoso que conecta todos esses elementos. Quando a equipe possui visibilidade completa e em tempo real sobre o que acontece em cada área, deixa de atuar de forma reativa. A diferença entre antecipar situações e apenas apagar incêndios é percebida em cada interação com o hóspede, mesmo que ele jamais saiba o que aconteceu nos bastidores.
O diferencial dessa abordagem não está apenas na integração, mas no fato de ter sido concebida para se adaptar à realidade de cada empreendimento e evoluir no seu próprio ritmo. O ecossistema não exige começar do zero nem substituir aquilo que já funciona. O importante é identificar onde existe uma oportunidade de melhoria e resolvê-la com precisão, sabendo que cada nova peça incorporada fortalecerá todas as demais.
Operações escaláveis e fortalecimento da demanda hoteleira
Segundo o estudo Digital Transformation in Hospitality: 2026 Trends & Data, hotéis que implementam melhorias digitais integradas registram crescimento de receita em 57% dos casos. Isso não acontece porque a tecnologia seja mágica, mas porque a visibilidade gera decisões melhores, a automação libera as equipes para focarem no hóspede e uma experiência consistente, do início ao fim, aumenta significativamente as chances de fidelização.
A América Latina reúne todas as condições para liderar esse movimento: o turismo cresce, a demanda permanece sólida e o talento humano é extraordinário. O passo que fará a diferença para muitas propriedades é deixar de apenas possuir tecnologia e passar a operar com um verdadeiro ecossistema digital. Porque, quando esses seis elementos convergem e trabalham como um único sistema, a hospitalidade deixa de ser uma promessa e se transforma em algo que o hóspede sente, lembra e escolhe novamente.
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Por Thiago Bertozo, diretor de Excelência Comercial para a América Latina e Caribe da Vingcard | ASSA ABLOY
A Vingcard é fornecedora de soluções de acesso e tecnologias integradas desenvolvidas para atender às necessidades em constante evolução dos segmentos de hotelaria e Build to Rent. Com o compromisso de ser a parceira estratégica do setor, a empresa oferece um ecossistema de soluções de segurança centralizadas em nuvem, que inclui Mobile Access, conectividade, gestão de ativos, plataforma de integração com PMS e um conjunto avançado de ferramentas para gestão operacional.
Por meio da tecnologia, a Vingcard proporciona operações mais seguras, maior eficiência e decisões mais assertivas, baseadas em análises avançadas de dados. A empresa redefine a hospitalidade moderna ao combinar eficiência operacional com inovação, transformando a experiência dos hóspedes em uma jornada alinhada às demandas do futuro.
A Vingcard foi reconhecida como “Melhor Fornecedora Global de Soluções de Acesso Digital” e “Melhor Fornecedora Mundial de Soluções para Gestão de Ativos Hoteleiros” pelo World Travel Awards em 2022. No mesmo ano, também recebeu o NFC Forum Innovation Awards como a “Melhor Fornecedora Mundial de Soluções Inovadoras Baseadas em NFC (Near Field Communication)”.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Vingcard ASSA ABLOY












