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Fragmentação tecnológica na hotelaria gera custos invisíveis e reduz competitividade

A transformação digital avança rapidamente na hotelaria, impulsionando investimentos em automação, inteligência de dados, controle de acesso, conectividade e experiência digital. No entanto, um obstáculo ainda impede que muitos hotéis obtenham o retorno esperado dessas tecnologias: a fragmentação tecnológica.

Segundo a Vingcard | ASSA ABLOY Global Solutions, a utilização de múltiplos sistemas que operam de forma isolada cria gargalos operacionais, dificulta a tomada de decisão e reduz a eficiência dos processos. Em vez de funcionar como um ecossistema integrado, muitas propriedades convivem com plataformas que não compartilham informações, gerando custos invisíveis para a operação.

“A indústria hoteleira investe há anos em tecnologia para melhorar suas operações, mas muitas propriedades continuam enfrentando os mesmos problemas de eficiência. A razão é simples: ter mais sistemas não significa, necessariamente, estar melhor conectado”, afirma Renato Matsuda, diretor Regional para América Latina e Caribe da ASSA ABLOY Global Solutions.

Hotelaria ainda opera com sistemas desconectados

Levantamento do Hotel Operations Index mostra que apenas 11% dos hotéis no mundo possuem um ecossistema tecnológico totalmente integrado. Os outros 89% utilizam soluções que coexistem sem comunicação eficiente entre si.

Na prática, isso significa que gestores tomam decisões baseadas em dados incompletos, desatualizados ou distribuídos em diferentes plataformas. Além de reduzir a produtividade, essa desconexão dificulta a identificação de oportunidades para aumentar receitas, reduzir custos e melhorar a experiência do hóspede.

Fragmentação tecnológica prejudica a experiência do hóspede

O impacto da falta de integração vai muito além da área de TI. A experiência do hóspede é uma das primeiras afetadas.

De acordo com a Otelier, 91% dos hotéis ainda dependem de relatórios manuais para apoiar decisões operacionais, mesmo em operações com diversos processos automatizados.

Quando ocorre algum problema durante a estadia, as equipes nem sempre possuem informações em tempo real para agir rapidamente. Como consequência, aumentam os tempos de resposta, surgem informações duplicadas, processos tornam-se mais lentos e a recuperação da experiência do cliente acontece tarde demais.

“O verdadeiro custo da fragmentação tecnológica não aparece como uma linha específica nas demonstrações financeiras. Ele se manifesta no tempo desperdiçado pelas equipes, nas decisões tomadas com informações incompletas e nas oportunidades de atendimento perdidas diariamente”, explica Matsuda.

Sistemas integrados também ajudam a reduzir a rotatividade de colaboradores

A tecnologia também influencia diretamente a experiência dos profissionais da hotelaria. Segundo o estudo Hospitality Workforce Trends and Challenges, a rotatividade anual de colaboradores no setor varia entre 70% e 80%, uma das mais elevadas da economia.

Embora fatores como remuneração e cultura organizacional sejam frequentemente apontados como causas desse cenário, o ambiente tecnológico também exerce forte influência. Sistemas desconectados aumentam retrabalho, dificultam a comunicação entre departamentos e tornam a rotina operacional mais complexa.

Dados do Hotel Operations Index mostram que 27% dos hotéis gastam mais de 11 horas conciliando informações manualmente entre diferentes sistemas. Em vez de dedicar esse tempo ao atendimento dos hóspedes ou à melhoria dos serviços, as equipes precisam corrigir falhas provocadas pela ausência de integração.

Além disso, a SHRM (Society for Human Resource Management) estima que substituir um único colaborador por hora custa, em média, US$ 4.700, reforçando que melhorar a infraestrutura tecnológica também pode contribuir para reduzir custos relacionados à retenção de talentos.

Integração de sistemas é uma decisão estratégica para hotéis

Para Matsuda, a solução não está em adquirir novas plataformas, mas em integrar aquelas que já fazem parte da operação. Controle de acesso, fechaduras eletrônicas, redes e conectividade, automação energética, gestão da propriedade (PMS), experiência digital do hóspede, equipamentos inteligentes e plataformas operacionais precisam funcionar de maneira conectada para gerar ganhos reais de eficiência.

“Do ponto de vista operacional, a falta de integração dificulta a coordenação entre departamentos, limita a capacidade de antecipar necessidades e gera ineficiências que acabam impactando diretamente os custos do negócio. Quando os sistemas trabalham de forma isolada, cada área passa a operar com uma versão diferente da realidade. Isso obriga as equipes a gastarem tempo conciliando informações quando deveriam estar focadas em gerar valor para o hóspede”, diz Matsusa.

Para o executivo, a integração tecnológica deixou de ser apenas uma tendência de inovação e passou a representar uma estratégia de negócios. “A discussão já não deve girar em torno da quantidade de tecnologia que um hotel possui, mas da capacidade dessas soluções trabalharem de forma integrada. A integração deixou de ser um projeto de inovação para se tornar uma decisão estratégica para a competitividade da hotelaria.”

Tecnologia integrada aumenta rentabilidade e eficiência operacional

Segundo o relatório AHLA 2025 State of the Industry, as margens operacionais da hotelaria vêm caindo, em média, 1,2% ao ano desde 2024, enquanto os custos crescem acima das receitas em praticamente todas as categorias.

Reduzir desperdícios operacionais provocados pela fragmentação tecnológica tende a gerar impactos financeiros mais relevantes do que simplesmente aumentar as tarifas médias.

Para a Vingcard | ASSA ABLOY Global Solutions, hotéis que investirem em ecossistemas digitais integrados estarão mais preparados para:

  • Reduzir custos operacionais;
  • Aumentar a produtividade das equipes;
  • Melhorar a experiência do hóspede;
  • Otimizar a gestão baseada em dados;
  • Fortalecer a segurança e a conectividade;
  • Ampliar a rentabilidade dos empreendimentos;
  • Sustentar o crescimento dos negócios.

“A diferença entre os hotéis que liderarão a próxima etapa da indústria e aqueles que continuarão resolvendo problemas operacionais diariamente não estará na quantidade de tecnologia adquirida, mas na capacidade de transformar dados em ações coordenadas em tempo real”, conclui Matsuda.

Para conhecer as soluções da Vingcard | ASSA ABLOY Global Solutions, acesse o link.

(*) Crédito da imagem: Divulgação/Vingcard ASSA ABLOY

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