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Aloe chega ao mercado e visa elevar padrão do short stay

A Navi Capital firmou parceria com Carlos Werneck, sócio do Janeiro Hotel, para criar a Aloe, nova operadora voltada ao mercado de short-term rental. O objetivo é oferecer hospedagens que unam a praticidade do short stayque vem ganhando terreno no Brasil – ao padrão de conforto típico da hotelaria, revela o Pipeline.

A gestora já atua no segmento de locação por meio do fundo imobiliário Navi Residencial Prime Opportunities, lançado em fevereiro de 2024. O veículo investe na compra de imóveis em áreas nobres de São Paulo para posterior locação e venda. Agora, com a criação da Aloe, parte dessas unidades passará a ser explorada também no modelo short stay.

Werneck, que acumula experiência no setor de hospitalidade, ficará responsável pela gestão de serviços e pela operação da nova marca. Além do Janeiro Hotel, o empresário já foi sócio do Marininha, com Oskar Metsavaht, fundador da Osklen, e atualmente administra pousadas em Búzios (RJ) e em Fernando de Noronha (PE).

O primeiro empreendimento da Aloe será o Inside Vila Nova Conceição, edifício com 74 apartamentos projetado pelos arquitetos Sarkis Semerdjian e Domingos Pascali, responsáveis também pelo terminal VIP do BTG Pactual em Guarulhos (SP).

“A ideia é trazer mais autenticidade e padronização para as locações de short stay, buscando melhorar a experiência dos clientes e construir uma marca em que eles possam reconhecer a qualidade dos serviços”, afirma Werneck. Segundo ele, a experiência inclui enxoval da Trousseau, café da manhã do Le Pain Quotidien e mobiliário diferenciado.

Perspectivas

A operadora pretende atender a um público que busca conforto e autonomia em bairros nobres, com diárias entre R$ 700 e R$ 1,5 mil. “É quem não tem recursos para pagar um hotel cinco estrelas, mas preza pelo conforto e quer ter uma certa autonomia”, explica Werneck. Em junho, o Inside registrou diária média de R$ 800 e ocupação de 62%.

O empreendimento integra o portfólio do fundo Navi Residencial Prime Opportunities, que detém 70% da participação. O prédio oferece apartamentos de dois quartos, com 61 m², e studios de 37 m² com varanda. “Pensamos muito na localização e esse empreendimento, por exemplo, é próximo do hospital seis estrelas Vila Nova Star”, destaca Gustavo Ribas, CEO e gestor de Real Estate da Navi.

Nos próximos meses, a Aloe deve expandir suas operações para mais dois projetos da Navi: um edifício de studios na Alameda Jaú, próximo à Avenida Paulista, com início previsto ainda neste mês; e um empreendimento de uso misto na Alameda Franca, perto da Avenida 9 de Julho, que deve ser entregue em 2026. “Temos cerca de R$ 200 milhões para investir nesse segmento, sendo R$ 150 milhões do Navi Residencial Prime”, acrescenta Ribas.

Embora o mercado de short stay em São Paulo tenha se expandido rapidamente após a mudança da Lei de Zoneamento de 2023, Ribas acredita que ainda há espaço para crescimento em regiões específicas. Muitas das novas unidades foram adquiridas por investidores e disponibilizadas em plataformas como o Airbnb, mas, na visão do executivo, falta um serviço de qualidade que sustente o modelo. “Falta serviço de qualidade que dê suporte aos hóspedes”, conclui.

(*) Crédito da foto: Divulgação

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