quarta-feira, 29/abril
InícioNEGÓCIOSMercadoBooking Holdings fatura US$ 5,5 bilhões no 1º tri
Slaviero hospitalidade

Booking Holdings fatura US$ 5,5 bilhões no 1º tri

A Booking Holdings iniciou 2026 com resultados acima das expectativas, mesmo diante de impactos geopolíticos. No primeiro trimestre, a companhia registrou lucro líquido de US$ 1,1 bilhão, alta de 225% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado somou US$ 1,3 bilhão, avanço de 19%, enquanto a receita atingiu US$ 5,5 bilhões, crescimento anual de 16%, segundo o Phocuswire.

O volume de reservas brutas chegou a US$ 53,8 bilhões, aumento de 15% na comparação anual, e o total de diárias vendidas alcançou 338 milhões, alta de 6%. De acordo com Glenn Fogel, CEO da empresa, o desempenho superou as expectativas e evidencia a resiliência do negócio.

A empresa estima que o conflito no Oriente Médio tenha reduzido o crescimento das diárias e das reservas em cerca de dois pontos percentuais. Sem esse impacto, a alta nas diárias teria sido próxima de 8%. Ainda assim, a companhia manteve o foco em alavancas sob seu controle, como expansão global e ganhos de eficiência.

As despesas de marketing representaram 3,8% das reservas brutas, estáveis em relação ao ano anterior, totalizando cerca de US$ 2,1 bilhões no trimestre. Para o segundo trimestre, a empresa projeta que os efeitos diretos e indiretos do conflito na região devem persistir até junho.

Recompra de ações e estratégia de capital

A companhia também atualizou sua estratégia de recompra de ações, apesar de críticas de investidores sobre possíveis riscos em cenários adversos. No primeiro trimestre, foram recomprados US$ 3,6 bilhões em ações.

Fogel afirma que a política de alocação de capital reflete a confiança no crescimento de longo prazo. Desde 2014, a Booking Holdings reduziu em mais de 40% o número de ações em circulação, mesmo considerando efeitos de diluição.

A empresa ainda realizou um desdobramento de ações na proporção de 25 para 1 e anunciou o pagamento de dividendos de US$ 0,42 por ação, previsto para 30 de junho.

IA ganha protagonismo na estratégia

A Booking Holdings vem posicionando seus investimentos em IA (Inteligência Artificial) como uma vantagem competitiva frente a modelos generalistas. Testes iniciais indicam aumento nas taxas de conversão, redução no contato com o atendimento ao cliente e melhora em diferentes métricas operacionais.

Segundo o CEO, usuários que interagem com a assistente Penny, da Priceline, apresentam desempenho superior em comparação aos demais. Já o CFO Ewout Steenbergen destaca sinais positivos também na velocidade de busca, no tempo até a conclusão da reserva, na redução de cancelamentos e no aumento da satisfação dos clientes, ainda que com amostras iniciais limitadas.

Na Booking.com, a empresa implementa recursos como busca em linguagem natural, ferramentas de descoberta e filtros inteligentes, inicialmente em acomodações e, agora, em testes para aluguel de carros. Além disso, fluxos automatizados para reclamações e cancelamentos têm reduzido a necessidade de atendimento humano e ampliado o uso do autoatendimento.

A Agoda, também parte do grupo, registrou queda de dois dígitos nos custos de atendimento por reserva, impulsionada por automação baseada em IA. A estratégia busca manter os usuários dentro do ecossistema da companhia, evitando que recorram a plataformas genéricas de inteligência artificial para planejar viagens.

A empresa também mantém parcerias com gigantes do setor, como OpenAI, Anthropic, Google e Amazon, reforçando a aposta em ganhos de produtividade e eficiência.

(*) Crédito da foto: Divulgação

Resort Comandatuba
Realgems ameneties