quarta-feira, 29/abril
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Turistech Summit discute práticas regenerativas

Fechando a programação do Turistech Summit, o painel Turismo regenerativo: do conceito à prática trouxe ao debate uma das principais tendências do turismo global, aprofundando reflexões sobre como destinos e empresas podem ir além da sustentabilidade e atuar, de fato, na regeneração de ecossistemas e comunidades. A proposta foi conectar teoria e prática, mostrando como iniciativas concretas já vêm transformando territórios e criando novos modelos de desenvolvimento para o setor.

A conversa foi mediada por Juliana Bettini, especialista em Turismo Sustentável do BID, e contou com a participação de Daniele Teixeira, analista de Sustentabilidade Master da Vale; Rudã Fernandes, fundador e CEO da Biofábrica de Corais; e Raquel Pazos, executiva de Estratégia e Governança Corporativa do IBITI Projeto. Ao longo do painel, os convidados compartilharam experiências que evidenciam o papel do turismo como agente ativo de transformação ambiental e social.

No início do bate-papo, Raquel apresentou a atuação do IBITI. “Hoje, temos mais de 6 mil hectares de área em regeneração. Era um lugar cercado de pasto, muito degradado, e há 44 anos pensou-se em como regenerar aquele local e trazer aquela natureza de volta”, explicou.

Raquel reforçou que o projeto sempre considerou a presença humana como parte essencial desse processo. “Não existe natureza sem pessoas. Por isso, também foram pensadas ações direcionadas para a comunidade do entorno. Desde então, cada iniciativa é analisada, e seus impactos para o planeta são cuidadosamente mensurados. É isso que define o IBITI”, completou.

Turistech Summit - Raquel_Pazos
Raquel apresentou as ações do IBITI

Ações

Durante o painel, Daniele destacou os projetos promovidos pela Vale, ressaltando a importância do engajamento local. “Independentemente de ser uma iniciativa de reparação ou de apoio, as pessoas precisam sentir pertencimento em relação ao que está sendo desenvolvido. Em Brumadinho, por exemplo, temos uma iniciativa com bordadeiras locais e atuamos na divulgação desse trabalho, evidenciando um potencial que já existia, mas que precisava ganhar visibilidade”, afirmou.

Na sequência, Fernandes explicou que a Biofábrica de Corais, localizada em Porto de Galinhas (PE), atua na restauração e conservação de recifes brasileiros. O trabalho é baseado no cultivo de fragmentos de corais em estruturas marinhas para posterior replantio, contribuindo diretamente para a regeneração dos ecossistemas e para a conscientização ambiental.

O executivo acrescentou que, além de preservar o destino, a iniciativa também estimula uma nova demanda turística. Segundo ele, cresce o interesse de viajantes que buscam experiências mais significativas e desejam participar ativamente das ações desenvolvidas, reforçando o potencial do turismo regenerativo como um caminho que une conservação, educação e desenvolvimento local de forma integrada.

(*) Crédito das fotos: Lucas Barbosa/Hotelier News

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