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Turistech Summit: inteligência de dados redefine o turismo

Dando sequência à programação do Turistech Summit, o painel Dados que movem destinos: inteligência de mercado para o turismo reuniu especialistas para discutir o papel estratégico da informação na evolução do setor. A conversa foi mediada por Marta Poggi, fundadora da Marta Poggi Palestras e Treinamentos, e contou com a participação de Paulo Rezende, vice-presidente da Amadeus Brasil Ltda; Christiano Penna, fundador e CEO da Bebook; e Higino Vieira, COO da WAM Group.

Na abertura do debate, Marta questionou Rezende sobre como o uso de dados pode impulsionar o desenvolvimento de novos destinos turísticos. Em resposta, o executivo destacou uma mudança significativa de mentalidade ao longo dos últimos anos.

“Antes, não havia o entendimento da importância dos dados e, na maioria dos casos, eles não se transformavam em ações efetivas. Hoje, há muito mais ferramentas disponíveis, o que permite iniciativas mais assertivas e orientadas. Isso faz uma diferença enorme nos resultados”, afirmou.

Turistech Summit - Higino_Vieira
Vieira detalhou as estratégias da WAM

Insights

Na sequência, Vieira detalhou como a WAM Group tem incorporado dados às suas estratégias. Segundo ele, enquanto o ano passado foi marcado por um forte investimento em tecnologia, e o foco atual está na aplicação da IA (Inteligência Artificial) para aprimorar a experiência do cliente e ganhar eficiência operacional.

“A IA vai atuar em diversas frentes: desde a otimização da jornada do cliente até o suporte ao trabalho das equipes. Essas melhorias impactam diretamente os resultados. Começamos de forma modesta, com um agente conversacional, e hoje já operamos um pós-venda robusto com um único agente. As pessoas continuam sendo essenciais, mas a tecnologia ajuda a eliminar ruídos no processo”, explicou.

O executivo acrescentou que um dos principais ganhos observados com o uso estratégico de dados foi o aumento da taxa de ocupação. Isso ocorre, segundo ele, porque as informações permitem desenhar jornadas mais personalizadas, elevando a satisfação e ampliando as chances de fidelização dos hóspedes.

Penna, por sua vez, chamou atenção para um dos principais desafios da adoção de dados no turismo: a capacitação das equipes. Para o executivo da Bebook, embora as ferramentas estejam cada vez mais acessíveis, o diferencial competitivo está na capacidade de interpretar corretamente as informações geradas.

“Hoje, com a IA, é relativamente simples analisar grandes volumes de dados. O verdadeiro desafio está na interpretação. Na hotelaria, por exemplo, é preciso entender se aqueles insights fazem sentido para a realidade do empreendimento e se são, de fato, aplicáveis. É a partir dessa leitura crítica que surgem ações realmente eficazes”, destacou.

Encerrando o debate, os participantes convergiram em um ponto central: o turismo caminha para um futuro cada vez mais orientado por dados, no qual decisões estratégicas dependerão menos de intuição e mais de inteligência analítica.

Empresas e destinos que conseguirem não apenas coletar, mas interpretar e transformar dados em ações concretas, tendem a se destacar. Mais do que uma tendência, o uso inteligente da informação já se consolida como um fator decisivo de competitividade, capaz de redefinir experiências, otimizar resultados e impulsionar o desenvolvimento sustentável do setor.

(*) Crédito das fotos: Lucas Barbosa/Hotelier News

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