Dando sequência à programação do Turistech Summit, o painel Inovação com resultado: o que outros setores podem ensinar ao turismo reuniu especialistas para discutir aprendizados de diferentes indústrias que podem ser incorporados à estratégia de empresas do setor turístico. A proposta foi ampliar o olhar dos participantes, trazendo exemplos práticos e reflexões aplicáveis ao dia a dia dos negócios.
A conversa foi mediada por Alcides Silva, gerente de Inovação da BeFly, e contou com a participação de Mariana Luppi, coordenadora de CVC e M&A da Natura; Marina Lima, gerente de Inovação Aberta da Stellantis; e Bruno Vieira, fundador e CEO da Abstra.
Na abertura do painel, Mariana destacou que a inovação precisa estar diretamente conectada à estratégia das empresas. Segundo ela, inovar passa por tomar decisões no presente com foco na construção de um cenário mais favorável no futuro. Na mesma linha, Marina reforçou que uma iniciativa inovadora só se sustenta quando gera impacto positivo nos principais KPIs do negócio, evidenciando resultados concretos.
Vieira, por sua vez, ressaltou que a inovação também está associada à redução de riscos. “De modo geral, inovar significa testar hipóteses com o menor custo possível”, afirmou o executivo, ao defender abordagens mais ágeis e orientadas à experimentação.

Principais aprendizados
Ao longo do debate, Vieira chamou atenção para a importância de equilibrar a mensuração das iniciativas de inovação. Para ele, o excesso de métricas pode comprometer o andamento dos projetos. “Se mensurarmos todo e qualquer fator, vamos travar a inovação. Por isso, é necessário escolher uma métrica principal que indique se as iniciativas estão fazendo sentido — e isso vale para qualquer setor”, explicou.
Trazendo a discussão para o turismo, o executivo destacou que muitas iniciativas dependem de cooperação entre diferentes agentes da cadeia. Compreender a viabilidade operacional das propostas é essencial para que saiam do papel e gerem resultados efetivos.
Complementando o debate, Mariana reforçou que as equipes de inovação precisam conhecer profundamente o negócio e sua operação. Segundo ela, esse entendimento é fundamental para identificar desafios reais e propor soluções aderentes. “Muitas vezes, a estratégia é muito macro, enquanto o negócio opera em um nível mais micro”, observou.
Encerrando o painel, Marina destacou a importância de estruturar um ecossistema de inovação que conecte diferentes áreas da empresa. De acordo com a painelista, iniciativas tendem a ganhar mais força quando há integração com hubs e parceiros externos, potencializando resultados e ampliando o alcance das estratégias adotadas.
(*) Crédito das fotos: Lucas Barbosa/Hotelier News












