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De volta ao Rio, SAHIC reacende agenda de investimentos hoteleiros

Pelo segundo ano consecutivo, o SAHIC Latin America and The Caribbean escolhe o Rio de Janeiro como palco de debates sobre investimentos no setor hoteleiro. A edição de 2026 tem um peso ainda maior por se tratar de sua 20ª realização, reunindo grandes nomes da hotelaria latino-americana para dois dias de conteúdo no Fairmont Rio de Janeiro Copacabana.

Anfitrião do evento, Arturo García Rosa, presidente e CEO do SAHIC, relembrou as edições realizadas ao longo das últimas duas décadas. O evento, itinerante, já passou por diferentes destinos.

“Durante 20 anos, percorremos a América Latina e o Caribe apresentando o nosso fórum nas principais cidades”, afirmou García Rosa, ao destacar que esta é a primeira vez que o SAHIC realiza duas edições seguidas no mesmo destino.

Eduardo Cavaliere, prefeito do Rio de Janeiro, deu as boas-vindas aos presentes na “melhor cidade do mundo”. “Gostamos de receber quem está olhando oportunidades, especialmente na área do turismo”, pontuou. “Nessa indústria, não há motivo para não sermos a maior porta de entrada de estrangeiros e de investimentos do Brasil”, acrescentou.

Na manhã desta segunda-feira (23), executivos das principais redes hoteleiras da América Latina se reuniram em coletiva de imprensa. Bojan Kumer, vice-presidente de Desenvolvimento da Marriott para a América Latina e o Caribe; Abel Castro, CDO (Chief Development Officer) da Accor para as Américas; Ricardo Manarini, country manager da BWH Hotels para o Brasil; e Andres Fajardo, CEO da GHL, apontaram oportunidades de investimento na região.

Para a Accor, a estratégia de desenvolvimento não é homogênea na região. Segundo Castro, a companhia adota abordagens distintas conforme o mercado. “No Brasil, nossa meta segue sendo crescer em volume, com foco em marcas econômicas. Argentina, Chile, Peru e Colômbia são outros mercados prioritários”, afirmou.

O executivo também compartilhou uma novidade: a chegada da marca Greet ao Brasil. A soft brand tem como objetivo atuar em mercados onde bandeiras como a família ibis não se encaixam, especialmente em destinos de lazer.

“Ao contrário do ibis, que reúne hotéis padronizados, a Greet é uma soft brand sem padronização rígida. É uma marca voltada a empreendimentos independentes, sem necessidade de Capex, direcionada a um público mais jovem, tanto em grandes capitais quanto em destinos de lazer”, explicou.

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García Rosa deu as boas-vindas aos presentes

Investimentos e oportunidades

Kumer destacou o crescimento da Marriott International na região. Em 2025, a companhia norte-americana assinou 94 novos contratos, acrescentando 10,4 mil quartos ao pipeline. O resultado representa aumento de 40% no número de transações e avanço de 30% em quartos assinados frente a 2024.

“Na América do Sul, temos ótimas notícias. Atingimos a marca de 100 propriedades, sendo 17 contratos assinados no Brasil em 2025 — um recorde para a Marriott no país — totalizando 2,2 mil quartos. Introduzimos o segmento midscale com a marca City Express, que começou no México e agora avança em sua expansão”, disse Kumer.

Fajardo, por sua vez, compartilhou a visão estratégica da GHL para a América Latina e as oportunidades no mercado brasileiro. Segundo o executivo, a operadora busca parcerias com companhias que tenham sinergia para expandir sua presença em diferentes mercados, priorizando a conversão de propriedades.

No ano passado, a BWH oficializou sua presença no Brasil com a abertura de um CNPJ. Em 2026, a empresa completa 80 anos de história, com foco no crescimento a partir da união com empreendimentos independentes — a maior parte do mercado brasileiro.

“Cerca de 80% dos hotéis no Brasil são independentes. Nosso foco é oferecer condições para que esse hoteleiro possa competir com grandes redes internacionais, além de disponibilizar acordos comerciais competitivos. Nossa meta é alcançar mais de 25 hotéis no Brasil em cinco anos”, afirmou Manarini.

Segundo Castro, os investidores, sejam institucionais ou locais, buscam um ponto em comum: a força de uma marca. Para a Marriott, o Brasil apresenta grande potencial para o desenvolvimento de hotéis all-inclusive e projetos de luxo vinculados a branded residences.

“Falando na América Latina, buscamos destinos voltados à experiência. Abrimos um hotel no México focado em wellness, que tem sido muito bem recebido. No Brasil, temos projetos em andamento no segmento de glamping, pensados para a experiência do hóspede de lazer, como iniciativas no sertão nordestino e na Serra Fluminense”, finalizou Manarini.

A programação do SAHIC segue até amanhã (24).

(*) Crédito das fotos: Vinicius Medeiros/Hotelier News

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