InícioNEGÓCIOSMercadoEndividamento das famílias bate novo recorde em março
Best Western - OTAs
Slaviero hospitalidade

Endividamento das famílias bate novo recorde em março

O nível de endividamento das famílias brasileiras voltou a subir em março, batendo novo recorde, apontam dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). De acordo com a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada mensalmente pela entidade, 80,4% das famílias declararam possuir algum tipo de dívida no período.

O resultado representa avanço em relação a março de 2025, quando o índice estava em 77,1%, e também frente a fevereiro deste ano, que havia registrado 80,2%. Com isso, o indicador renova o maior patamar da série histórica da pesquisa.

A alta do endividamento foi observada em todas as faixas de renda, com maior intensidade entre as famílias com rendimentos superiores a cinco salários mínimos.

Entre os lares com renda de até cinco salários, por outro lado, houve recuo nos níveis de inadimplência. Já o grupo com ganhos acima de 10 salários apresentou melhora mais consistente, com redução dos indicadores de atraso e de incapacidade de pagamento.

Entre as famílias de menor renda, especialmente aquelas com ganhos de até três salários mínimos, também foi registrada queda na parcela de consumidores sem condições de quitar dívidas em atraso, sinalizando uma leve melhora na capacidade de ajuste financeiro desse grupo, apesar do cenário ainda pressionado.

Renda e dívidas

Apesar do aumento do endividamento, os indicadores de inadimplência apresentaram estabilidade. A parcela de famílias com dívidas em atraso ficou em 29,6% em março, repetindo o nível do mês anterior. Já o percentual de consumidores que afirmam não ter condições de quitar essas pendências recuou levemente, para 12,3%, queda de 0,3 ponto percentual.

Em paralelo, o tempo médio de atraso no pagamento das dívidas permaneceu praticamente inalterado, em 65,1 dias. De acordo com a CNC, o resultado reflete uma leve redução na fatia de famílias com contas atrasadas há mais de 90 dias, que caiu para 49,4% no mês.

No recorte sobre o comprometimento da renda, o levantamento indica leve melhora. Em março, as famílias destinaram, em média, 29,6% de seus rendimentos ao pagamento de dívidas, abaixo dos 29,9% registrados em igual período de 2025. Também houve redução na proporção de consumidores com mais da metade dos ganhos comprometida, que ficou em 19,2%.

(*) Crédito da foto: imagem gerada pelo ChatGPT

Realgems amenities