O mês de novembro é, tradicionalmente, um dos mais lucrativos para a hotelaria paulistana. Com o ronco dos motores ressoando do Autódromo de Interlagos, não são apenas os carros que aceleram na pista de corrida. O Grande Prêmio São Paulo de Fórmula 1 provocou fortes avanços no setor e na economia da capital paulista, levando os hotéis a recordes históricos este ano.
Os resultados fazem parte dos dados preliminares de novembro divulgados pela CoStar. O mês marcou ainda a primeira vez em que a diária média ultrapassou a marca de R$ 1 mil na série histórica do mercado paulistano. A ocupação mensal, por sua vez, alcançou o maior nível desde 2011.
O impacto da corrida também foi determinante para os picos de desempenho. Na sexta-feira, 7 de novembro, a diária média chegou a R$ 1.699,90 e o RevPAR atingiu R$ 1.573,32, máximas já registradas no mercado. A ocupação (93,6%) teve o seu ponto mais alto na noite anterior.
A diária média permaneceu acima de R$ 1 mil por sete dias consecutivos, entre 4 e 10 de novembro, enquanto o RevPAR superou a mesma marca em duas noites antes da prova.
Segundo a CoStar, novembro de 2025 registrou os seguintes desempenhos em relação ao mesmo período de 2024:
- Ocupação: 74,3% (+3,4%)
- Diária média: R$ 1.025,95 (+26,5%)
- RevPAR: R$ 762,15 (+30,8%)
Impacto na economia
O Grande Prêmio São Paulo de Fórmula 1 aconteceu no domingo, 9 de novembro, com Lando Norris, da McLaren, no lugar mais alto do pódio. A competição bateu uma série de recordes em relação ao ano anterior e se consolidou como um dos maiores eventos anuais do país, tanto em público quanto em movimentação financeira. Modernizado e mais seguro após as intervenções recentes, o Autódromo de Interlagos segue atraindo fãs e fortalecendo o turismo paulistano — 94,8% dos espectadores afirmaram que pretendem retornar em 2026, de acordo com a prefeitura.
Segundo um estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas), com base em dados da Secretaria Municipal de Turismo e do Observatório do Turismo da SPTuris, o impacto econômico total do evento chegou a R$ 2,3 bilhões, crescimento real de 9,7% sobre 2024. Desse montante, R$ 1,4 bilhão corresponde a impacto direto e R$ 894,2 milhões, indireto. A movimentação gerou R$ 324,4 milhões em tributos federais, estaduais e municipais, 9,6% a mais que no ano anterior.
O público total de 303,6 mil pessoas também é recorde – aumento de 4,1% em relação a 2024. A realização do GP envolveu 23,7 mil profissionais, alta de 17,3% sobre o ano passado. Um dos principais indicadores do estudo, o IAE (Índice de Alavancagem Econômica), mostra que cada R$ 1,00 investido no GP São Paulo retorna R$ 7,14 à economia local.
Perfil do público
Entre os que foram ao autódromo, 75% vieram de fora da capital — sendo 40% de outros estados, 17% do exterior e 18% do interior e da Região Metropolitana. Residentes na capital representaram 25% do público total. A presença feminina chegou a 36,1%, reforçando a ampliação da base de fãs do esporte.
Em relação à faixa etária, 43,1% do público tinha entre 18 e 29 anos; 29%, de 30 a 39 anos; 17,5%, de 40 a 49; 6,9%, de 50 a 59; e 3,4% acima dos 60 anos.
(*) Crédito da foto: Divulgação/GP do Brasil











