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Hilton planeja mais integração entre IAs e aplicativo

A Hilton prepara a ampliação do uso de IA (Inteligência Artificial) em sua estratégia digital. A rede pretende abrir seu aplicativo para novos modelos de linguagem, incluindo soluções do Google (Gemini) e OpenAI (ChatGPT), nas próximas semanas. As informações são do Phocuswire.

Apesar do movimento, ainda não existe projeção de mudanças estruturais no modelo de distribuição no curto prazo. Durante teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026, no qual o lucro líquido da empresa atingiu US$ 383 milhões, Chris Nassetta, CEO da Hilton, afirmou que o cenário deve permanecer estável pelos próximos anos, mesmo diante do avanço acelerado da IA.

Ainda segundo o executivo, a tecnologia tende a aumentar a eficiência operacional e fortalecer os canais diretos, sem romper a dinâmica com intermediários. “Temos uma parceria sólida e relevante com OTAs. Além disso, uma parcela significativa das vendas passa por esses canais e isso deve continuar por muito tempo”, afirma.

Ao mesmo tempo, o executivo reforça a vantagem competitiva da rede no controle de inventário e personalização da experiência do hóspede. Hoje, mais de 80% das reservas da Hilton são realizadas por canais diretos.

Plataformas de IA

A estratégia inclui ainda o avanço em parcerias com empresas que atuam no mercado de IA, como Anthropic, além do desenvolvimento de soluções próprias. Em março, a companhia lançou um planejador de viagens baseado em IA.

Desenvolvido com a tecnologia da Anthropic, o foco do serviço é apoiar o cliente na escolha de hotéis. A ferramenta, de acordo com Nassetta, deve gerar demanda incremental ao facilitar e acelerar o processo de reserva. O movimento faz parte de uma agenda mais ampla de testes e integrações.

Pela ótica do CEO, a atuação da Hilton em projetos de IA está ancorada em três frentes:

  • Ganho de eficiência;
  • Fortalecimento de parcerias tecnológicas;
  • Aprimoramento da experiência do hóspede.

Foco em tecnologia

Outro ponto destacado é a base tecnológica da companhia. Segundo o diretor, há anos, a Hilton conduz uma reformulação completa de sua arquitetura, migrando para sistemas em nuvem, código aberto e orientados a microsserviços.

A mudança, para o diretor, garante maior agilidade e capacidade de inovação. “Sem flexibilidade na infraestrutura tecnológica, a operação trava”, pontua.

Além do resultado positivo no lucro líquido, a rede hoteleira conta com crescimento em relação aos US$ 300 milhões apurados no mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado somou US$ 901 milhões, ante US$ 795 milhões na comparação anual.

(*) Crédito da foto: Unsplash

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