Nos principais mercados internacionais, unidades voltadas ao long stay e apart-hotéis avançam impulsionados por mudanças no comportamento dos viajantes nos últimos anos. Em um contexto com viagens de bleisure, trabalho remoto e busca por espaço e flexibilidade, cresce o interesse por produtos que ofereçam estrutura residencial e maior autonomia ao hóspede. As informações são do Hotel News Resource.
Dados do setor apontam aumento no tempo médio de estada em diferentes mercados na comparação com o período pré-pandemia. O movimento favorece o long stay, que tende a registrar níveis de ocupação mais estáveis do que hotéis voltados a estadas curtas.
De olho nesse cenário, grandes redes intensificam a presença na categoria como parte de estratégias de expansão. A Marriott International amplia seu portfólio com marcas como Residence Inn e TownePlace Suites, além de testar produtos com perfil de apartamento em mercados específicos.
Na Europa, a Accor segue com a expansão da bandeira Adagio, voltada tanto a estadas curtas quanto prolongadas. Já Hilton e IHG Hotels & Resorts também reforçam investimentos no segmento, sinalizando confiança no potencial de crescimento de longo prazo.
Segmento diversificado
Apesar do avanço, o mercado de long stay não é homogêneo. A categoria reúne diferentes faixas de preço e propostas, direcionadas a perfis variados de demanda, de produtos econômicos a opções upscale.

Nos pipelines globais, a presença desse tipo de empreendimento cresce de forma consistente. A tendência é mais evidente na América do Norte, onde o modelo já ocupa papel relevante na expansão da oferta.
Nos EUA, dados da STR indicam que projetos de longa permanência têm representado cerca de 30% ou mais do total em desenvolvimento nos últimos anos. A participação é superior à fatia desse segmento no inventário atual.
O movimento também avança na Europa e em partes da Ásia, com operadores adaptando o conceito às características de cada mercado.

Eficiência operacional e estabilidade
Além da mudança na demanda, o modelo se destaca por aspectos operacionais. Nesse tipo de operação, é costume que os hotéis atuem com menor frequência de limpeza, custos reduzidos de rotatividade e maior previsibilidade de ocupação.
Indicadores de desempenho reforçam essa estabilidade. Segundo a STR, empreendimentos do segmento nos EUA mantêm taxas de ocupação superiores à média do setor, frequentemente acima de 70%, enquanto o índice nacional costuma ficar alguns pontos percentuais abaixo.
Esse perfil tem atraído incorporadores e investidores em busca de fluxos de caixa mais consistentes e menor volatilidade.
Convergência com o residencial
A expansão dos apart-hotéis também evidencia uma mudança estrutural no desenho dos produtos. Novos projetos incorporam cozinhas, áreas de trabalho e layouts flexíveis, aproximando-se do padrão residencial. Na prática, esse formato híbrido permite atender tanto hóspedes de curta duração quanto estadas prolongadas, ampliando o espectro de demanda e oferecendo maior flexibilidade operacional.

Cenário
O avanço do long stay indica uma transformação mais profunda na forma de consumir hospedagem. Com pipelines direcionados a esse formato e mudanças consolidadas no comportamento do viajante, a tendência é que o segmento ganhe protagonismo crescente na hotelaria global.
(*) Crédito da foto: Freepik
(*) Crédito das tabelas: STR












