quarta-feira, 29/abril
InícioNEGÓCIOSMercadoViagens corporativas crescem 9,4% em fevereiro
Slaviero hospitalidade

Viagens corporativas crescem 9,4% em fevereiro

As viagens corporativas mantêm ritmo de positivo em 2026, impulsionando o desempenho do turismo e da hotelaria. Em fevereiro, empresas brasileiras destinaram R$ 17,3 bilhões a serviços diretos do setor, segundo o LVC (Levantamento de Viagens Corporativas), realizado pela FecomercioSP em parceria com a Alagev (Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas). O volume representa recorde histórico para o mês e alta de 9,4% em relação ao mesmo período de 2025.

No acumulado do primeiro bimestre, após avanço em janeiro, o montante se aproxima de R$ 30 bilhões, com alta de 7,7%, reforçando o cenário positivo. Entre os principais itens, estão passagens aéreas, hospedagem, locação de veículos e transporte rodoviário.

O desempenho acompanha o avanço do turismo no país. Na hotelaria, números do FOHB (Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil) apontam aumento da diária média, de 16,5%, e do RevPAR, de 10,6%, mesmo com leve recuo na taxa de ocupação.

Em termos de tráfego aéreo, de acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), os aeroportos do país registraram 10,5 milhões de passageiros em fevereiro. O número inclui voos domésticos e internacionais, com crescimento próximo de 10% e maior volume já registrado para o período.

Na avaliação de Luana Nogueira, diretora executiva da Alagev, o resultado reflete não apenas a demanda aquecida, mas também a pressão de custos. “Estamos diante de um cenário positivo, com novos recordes, mas é importante destacar que esse crescimento não está relacionado apenas ao aumento da demanda. Há uma pressão significativa de custos, especialmente em passagens aéreas e hospedagem, o que impacta diretamente o volume financeiro registrado”, afirma.

A executiva destaca que, na hotelaria, ainda há espaço para negociação no segmento corporativo, com inclusão de benefícios adicionais. No transporte aéreo, ela avalia que as alternativas são mais restritas, o que amplia o impacto dos reajustes para as empresas.

Panorama socioeconômico

O cenário também passa a ser influenciado por fatores externos. A alta do petróleo no mercado internacional, registrada a partir de março, elevou os custos de combustíveis e impactou o transporte terrestre. Em abril, o reajuste do querosene de aviação pressionou ainda mais o setor, com aumento entre 10% e 20% nas tarifas aéreas.

“Esse cenário reduz a margem para reacomodações e exige ainda mais planejamento das empresas. A tendência é que os resultados continuem positivos ao longo do ano, mas cada vez mais sustentados pelo aumento de preços, e não necessariamente por uma expansão da demanda, que seria o cenário ideal”, completa a executiva.

Apesar das pressões, a expectativa é de continuidade no crescimento ao longo de 2026, sustentado pela retomada das viagens a negócios, incluindo eventos, feiras, congressos e reuniões.

(*) Crédito da foto: Freepik

Resort Comandatuba
Realgems ameneties