O MTur (Ministério do Turismo) acaba de lançar o documento final que estabelece as diretrizes do Programa Nacional para Qualificação em Turismo. A publicação está disponível a todos os interessados e serve como base de referência para governos estaduais, municipais e para o setor privado.
O documento trata a qualificação como um processo de duas vias. Uma delas é a formação profissional, que inclui cursos, pesquisas, observatórios e eventos diversos. A segunda é a certificação, que dá ao mercado a garantia de que profissionais e serviços seguem as normas acordadas pelo setor.
A versão final do documento é resultado de cinco estudos que mapearam a situação da qualificação do País e apontaram as tendências. Ele teve a participação de representantes de empresas ligadas ao setor, profissionais ligados a universidades e a organizações não governamentais, além de gestores públicos.
O primeiro desses estudos captou a percepção sobre a situação atual do turismo e sua mão de obra, assim como as expectativas de como ela deverá se portar no futuro. O segundo analisou a experiência da qualificação, entre os anos de 2003 e 2013.
O terceiro comparou a experiência e o quadro institucional de qualificação na área do turismo em oito países: Canadá, Estados Unidos, México, Reino Unido, Portugal, Suíça, Cingapura e Nova Zelândia. Já o quarto contou com a consulta a estudos diversos, sobretudo internacionais, com o objetivo de desenhar as tendências do setor até 2030.
O quinto estudo, por fim, dedicou-se a examinar a experiência da certificação como instrumento de qualificação, também no mundo e no Brasil. Todos os estudos se encerraram com recomendações para as diretrizes do Programa.
O Programa Nacional para Qualificação em Turismo é um dos eixos prioritários no novo ciclo de desenvolvimento do setor, de acordo com o MTur. Os avanços envolvem os eixos de inovação, competitividade, sustentabilidade e qualidade contínua nos serviços turísticos.
“A ideia é oferecer subsídios para repensar a qualificação do setor, com base em novas concepções, tecnologias e ferramentas modernas de gestão”, diz Vinicius Lages, ministro do Turismo.
Elaborado com apoio da Universidade de Brasília, o documento ajudará, por exemplo, a indicar as áreas de atuação da política de qualificação, os públicos-alvo, as ações a serem apoiadas, as principais demandas do setor e as expectativas de empresários e trabalhadores.
Serviço
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