Quatro grandes OTAs acumularam cerca de US$ 34 bilhões em caixa e equivalentes no final de 2022, segundo Skift. Destaque fica para a Booking Holdings com US$ 12,2 bilhões, alta de 67,10% frente a 2019 (US$ 7,3 bilhões), e para o Airbnb com US$ 9,6 bilhões, crescimento de 382% na mesma base comparativa (US$ 2 bilhões). O resultado elevado vem acompanhado de uma dúvida: como pretendem gastar esse dinheiro?
A princípio, a principal expectativa é que as OTAs invistam a maior parte do dinheiro na recompra de ações, beneficiando os acionistas das empresas. Mesmo assim, na avaliação do Skift, as agências de viagens online, incluindo também o Expedia Group e Trip.com Group, devem contar com caixa substancial para atividades de fusão e aquisição, além de investimentos em crescimento e tecnologia.
Booking Holdings
Além dos US$ 12,2 bilhões, a Booking Holdings também conta com US$ 1,4 bilhões adicionados a reserva este mês, com a venda de ações da Meituan. Esses valores concedem à empresa muitas opções estratégicas, embora já esteja de olho em uma fusão em particular. Em novembro de 2021, a companhia anunciou sua intenção de adquirir seu parceiro de tecnologia de voo, o sueco eTraveli Group, por cerca de US$ 1,7 bilhão, mas a Comissão Europeia ainda está avaliando o acordo.
Apesar do potencial de aquisições adicionais, que podem ser financiadas em uma combinação de dinheiro e ações, como tem feito nos últimos anos, Glenn Fogel reflete sobre o processo e os resultados dessas. “Às vezes, o melhor negócio é não fazer negócio, pos fusões e aquisições tendem a ser acordos complicados e arriscados”, explica o CEO da Booking Holdings – que faturou mais de US$ 17,1 bilhões em 2022.
Airbnb
O Airbnb vem investindo na oferta e percebendo expressiva evolução em seus negócios de experiências. Por este motivo, é improvável que a companhia adquira alguma empresa que venha entrar em conflito com esta atuação. Há, contudo, a possibilidade de alguma transação menor em atividades voltadas para a tecnologia ou algum movimento no setor de luxo.
“A aquisição de empresas de passeios, atividades e experiências como GetYourGuide ou Klook é improvável para o Airbnb”, pontua Pranavi Agarwal, da Skift Research. “O Airbnb Experiences, ao contrário de seus concorrentes, está mais focado em experiências locais em vez de venda de ingressos para grandes atrações. O foco será incorporar experiências em seu produto de estadia de aluguel existente, sendo tudo orientado para o anfitrião”, finaliza.
(*) Crédito da foto: Divulgação / Booking.com














