CEO e Fundador da Lively Multipropriedades, Arnaldo Faissol atua há cerca de três anos na empresa que tem como objetivo difundir o modelo de férias compartilhadas no Brasil. Formado em Economia e Finanças pelo Ibmec, hoje mora no Rio de Janeiro.
Em seu tempo livre, gosta de viajar e conhecer pessoas diferentes, tendo visitado mais de 15 países e dezenas de cidades em todo o mundo. Nas horas vagas, Faissol se arrisca na cozinha, aproveitando os momentos em casa para preparar pratos de diferentes culturas culinárias para a família.
Parte dos planos da expansão hoteleira no Brasil, o CEO conversou com o Hotelier News sobre o mercado de multipropriedade do país, dando uma perspectiva do quem vem por aí. Confira a entrevista completa.
Três perguntas para Arnaldo Faissol
Hotelier News: Como anda o mercado de multipropriedade no contexto da pandemia?
Arnaldo Faissol: O mercado está muito heterogêneo, pois cada empreendimento de multipropriedade tem características únicas em função do destino turístico ao qual pertence, de seu preço e de suas especificidades de produto. Os empreendimentos no Nordeste estão vendendo bem, pois em geral são resorts, com bom valor percebido pelo cliente e com clima favorável – ao ao livre, com sol, praias e natureza. Outros de valor mais elevado observaram queda na velocidade de vendas e aumento da inadimplência. De modo geral, o cliente está mais exigente, preocupado com sua segurança em todos os sentidos e querendo o máximo pelo seu investimento. Os canais digitais têm sido adotados por boa parte das incorporadoras e comercializadoras de multipropriedade, com bons resultados. No entanto, a sala de vendas ainda é o principal canal para a sustentabilidade do negócio.
HN: Quais são os produtos imobiliários que você avalia hoje e quais são os critérios utilizados para seguir com o investimento?
AF: Os produtos que estão mais demandados neste momento são os loteamentos e condomínios de segunda residência. A pandemia trouxe uma mudança de paradigma sobre o local de trabalho que mudou o eixo da segunda residência para uma primeira. As pessoas podem economizar indo para cidades do interior com mais qualidade de vida e custos mais baixos, e isso tem trouxe novas oportunidades e desafios para o mercado. Além disso, com a queda das taxas de juros, muitos clientes buscam imóveis como investimento – o que também tem sido um direcionador importante do mercado imobiliário. Portanto, o critério principal, que é a localização do imóvel, permanece muito relevante, mas passou a incluir novos destinos que antes não eram tão valorizados. Outro critério que é muito importante para seguir com o investimento é o potencial de locação do imóvel a ser adquirido, seja pela modalidade de aluguel por temporada ou pela locação convencional. O cliente permanece no centro da decisão de investimento, pois produtos mal concebidos e mal precificados simplesmente acabam perdendo atratividade e colocando o empreendimento em risco. No caso da multipropriedade, o produto tem que ter ótima localização, em destinos turísticos ou de lazer desejados, atributos diferenciados de serviços e amenidades para os clientes e um preço atrativo com bons prazos de parcelamento, com juros mínimos na parcela, pois o cliente já não aceita mais pagar juros no financiamento de seu investimento em multipropriedade ou timeshare.
HN: Existem no Brasil regiões com maior êxito do modelo durante a pandemia? Quais pontos turísticos de destaque e que valem investir no momento?
AF: Acredito muito no Nordeste, que é sempre atrativo para o cliente. É um destino desejado e com sol na maior parte do ano. O litoral do estado do Rio de Janeiro também é muito interessante. Santa Catarina tem boa atratividade e Gramado sempre faz muito sucesso. No interior do Brasil, Caldas Novas ainda atrai as pessoas que moram nas cidades próximas e podem viajar para lá de carro. Empreendimentos perto de grandes cidades que possibilitem a visitação por meio rodoviário serão muito bem sucedidos na minha opinião.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Lively Multipropriedades














