InícioNEGÓCIOSDigitalAgentes de IA: a próxima revolução na gestão e na experiência hoteleira
Slaviero hospitalidade
Banner Bee2Pay

Agentes de IA: a próxima revolução na gestão e na experiência hoteleira

logo - promo

Nos últimos anos, a IA (inteligência artificial) foi se tornando cada vez mais comum na hotelaria, principalmente por meio de chatbots e sistemas de recomendação. Mas, agora, estamos diante de um salto tecnológico ainda maior. A discussão avança para os agentes de IA, que representam a próxima fronteira da automação e que prometem redefinir a eficiência operacional e a personalização da experiência do hóspede.

E, aqui, é crucial entender a diferença: enquanto um chatbot ou um assistente tradicional responde a um comando, um agente de IA possui autonomia para tomar decisões e executar tarefas complexas a fim de atingir um objetivo, a partir de critérios predefinidos. Ou seja, ele não apenas responde, ele age.

“Imagine um agente de revenue management que, em vez de apenas apresentar dados, monitora autonomamente os preços dos concorrentes, a ocupação de voos para a sua cidade e até mesmo a previsão do tempo. Com base no objetivo de maximizar a receita para o próximo feriado, ele ajusta dinamicamente as tarifas em todos os canais de distribuição (OTAs e canal direto), sem necessidade de intervenção humana a cada passo. Isso não é ficção científica, é a aplicação prática da IA agêntica”, explica João Giaccomassi, diretor de produtos para Hotelaria da TOTVS.

João Giaccomassi
Giaccomassi destaca as aplicações dos agentes de IA

Benefícios operacionais

Na operação, as possibilidades são igualmente transformadoras. Um agente de IA pode gerenciar o backoffice, prevendo a demanda de insumos para o restaurante e automatizando ordens de compra, por exemplo. Para o hóspede, um agente concierge poderia identificar que seu voo atrasou e, proativamente, oferecer um late check-out ou sugerir um jantar especial via room service, transformando um potencial transtorno em uma experiência de cuidado e exclusividade.

“Mas, para abraçar essa revolução, não basta adquirir uma ferramenta: é preciso construir uma base tecnológica consistente, robusta e integrada. Os dados são o combustível desses agentes, e garantir sua qualidade, governança e segurança é mandatório. É por isso que na TOTVS criamos o LYNN, primeiro foundation de IA B2B brasileiro, que reúne os ativos e recursos tecnológicos necessários para ampliarmos nossa capacidade de desenvolver agentes altamente especializados, baseados em ANI (Artificial Narrow Intelligence), ou seja, inteligência artificial de propósito específico. Tudo isso de forma eficiente e segura”, afirma o executivo.

Os agentes de IA não são apenas uma evolução, mas uma mudança de paradigma. “Eles atuarão como parceiros proativos dos gestores hoteleiros, automatizando a complexidade e liberando as equipes para focarem no que fazem de melhor: proporcionar uma hospitalidade genuína e memorável”, finaliza.

(*) Crédito da capa: Hotelier News

(**) Crédito da foto: Divulgação/TOTVS

Grupo R1
Realgems amenities