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Fontes de reservas estão mudando na indústria de STR, aponta pesquisa

Menos reservas estão sendo realizadas pelo Airbnb. O crescimento para as empresas de gestão de propriedades ocorre, principalmente, por meio da adição de novos imóveis ao portfólio. Além disso, há um aumento no interesse dos gestores em integrar IA (Inteligência Artificial) aos seus processos.

Esses são três dos principais pontos destacados no estudo intitulado Tendências da hospitalidade em 2024 no setor de STR (short-term rental), elaborado pela plataforma de gestão de propriedades Hostfully. “De modo geral, os resultados deste ano traçam um panorama de um mercado que se ajusta a ventos econômicos contrários mais amplos”, afirma a empresa em seu relatório, publicado no Phocuswire.

O estudo se baseia nas respostas de 347 operadores de STR, com tamanhos variados. “Embora os desafios econômicos possam testar a resiliência dos operadores, acreditamos que a adoção estratégica de tecnologias, especialmente a inteligência artificial, desempenhará um papel fundamental para ajudar os negócios a permanecerem competitivos”, destaca o relatório.

Fontes de reservas em evolução

De acordo com a Hostfully, Airbnb, Vrbo e reservas diretas são os principais canais para gestores de propriedades, mas mudanças estão ocorrendo. Embora o Airbnb ainda seja a principal fonte de reservas, menos anfitriões estão utilizando a plataforma, o que indica uma “pequena, mas constante, queda”. Desde 2022, as compras de hospedagens feitas por meio da companhia caíram 8%, sendo 4% a cada ano entre os respondentes da pesquisa.

“Acreditamos que essa queda se deve a uma combinação de fatores”, aponta a pesquisa. “Desde a pandemia, os operadores têm investido em reservas diretas para evitar taxas de OTAs de terceiros. Além disso, o uso de softwares de gestão de propriedades tornou a distribuição multicanal mais simples, aumentando a diversificação”.

Outros players também estão ganhando relevância. O Google, por exemplo, vem conquistando espaço como uma nova fonte de reservas. Segundo a Hostfully, o metabuscador responde por 5% das compras, com gestores de propriedades se tornando visíveis no Google Travel. Esse percentual coloca a gigante de tecnologia à frente do Expedia, que representa 2% das reservas, e da Marriott Villas, com 1%.

Além disso, os operadores estão diversificando suas estratégias. Plataformas alternativas de listagem respondem por 4% das reservas no total, distribuídas em 29 canais diferentes.

Expansão por meio de novos imóveis

Conforme o setor amadurece, o crescimento tem ocorrido principalmente pela inclusão de novos imóveis, segundo a Hostfully. A adição de propriedades permanece como a principal estratégia de crescimento para os gestores de propriedades, embora o aprimoramento de estratégias de marketing também seja um fator relevante.

Manter altas taxas de ocupação continua sendo uma prioridade para a maioria dos operadores, com 85% afirmando que estão focados em aumentar o indicador. Além disso, a maior parte dos entrevistados já utiliza inteligência artificial, de acordo com os resultados da pesquisa.

Quase três quartos (73%) dos operadores testaram ferramentas externas, como o ChatGPT, enquanto 43% utilizaram recursos de IA incorporados nos softwares que já fazem parte da operação.

Alguns relatam que a IA está ajudando a impulsionar a receita. Segundo o relatório da Hostfully, os gestores que integraram o recurso aos seus sistemas de gestão de propriedades têm maior probabilidade de observar aumento no faturamento em comparação aos que não utilizam a tecnologia — além de enfrentarem menos quedas drásticas de rentabilidade em relação a 2023.

Conforme a IA continua evoluindo, 48% dos gestores acreditam que a tecnologia terá o maior impacto na comunicação com hóspedes, enquanto 28% preveem mudanças nas táticas de marketing como consequência. Esse impacto é significativo, já que a comunicação com clientes foi apontada como um dos principais desafios tecnológicos por 20% dos respondentes.

(*) Crédito da foto: Pixabay

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