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Eventos de cultura e entretenimento têm recorde de geração de empregos

De acordo com a Abrape (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos), foram quase 6 mil empregos formais gerados no mês.

O setor de eventos de cultura e entretenimento no Brasil continua a se recuperar no pós-pandemia. O número de empregos gerados foi recorde em outubro no core business do segmento, que inclui atividades como organização de eventos, espetáculos e produção de eventos esportivos. Ao todo, 5,8 mil vagas formais foram criadas. Os dados são do Radar Econômico da Abrape (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos).

O número de posições em eventos que surgiram no período é o maior, em termos mensais, desde a implementação do Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos), em 2021. Além disso, o estoque de empregos neste segmento cresceu 58,6% em relação ao período pré-pandemia, superando outros setores da economia, como construção (42,3%), agropecuária (22,5%) e indústria geral (16,3%).

No hub setorial, que inclui 52 atividades econômicas, como operadores turísticos, bares e restaurantes e serviços de hospedagem, o saldo total de empregos formais foi de 844 mil vagas entre janeiro e outubro nos últimos quatro anos. Em 2024, foram criados 189,9 mil empregos.

Em outra ocasião, o Radar da Abrape também indicou como, entre janeiro e agosto deste ano, São Paulo foi extremamente importante na geração de empregos nas empresas de eventos.

Eventos: resiliência e trabalho

Para Doreni Caramori Júnior, presidente da Abrape, os números refletem como as empresas de eventos foram resilientes. Além disso, ele também enxerga que parte do resultado positivo vem do impacto benéfico de políticas públicas na geração de emprego no setor.

“O setor de eventos tem se recuperado com força e se consolidado como um dos pilares da economia brasileira. O aumento do número de empregos formais e do estoque de oportunidades é um indicador claro de como as políticas públicas, como o Perse, são eficazes no apoio à retomada econômica. Nosso setor impulsiona a economia no país”, aponta.

Ainda de acordo com o Radar Econômico, o consumo no setor atingiu R$ 108,29 bilhões entre janeiro e outubro deste ano, crescendo 6,6% ante mesmo período de 2023. Em agosto, o consumo alcançou R$ 10,88 bilhões, o melhor resultado desde o início da série histórica em 2019. Os dados consideram o peso do item Recreação no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) e a massa de rendimento real dos trabalhadores.

(*) Crédito da foto: Freepik

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