InícioNEGÓCIOSHSMAI InsightsHSMAI aborda tendências para hotelaria em 2026
Slaviero hospitalidade

HSMAI aborda tendências para hotelaria em 2026

Hotelaria - HSMAI

Em mais uma edição da Strategy Conference, a HSMAI Brasil debateu, em Gramado (RS), gestão estratégica, integração entre marketing, vendas, revenue management e tendências de comportamento e consumo para hotelaria e turismo em 2026. Para a ocasião, cerca de 100 profissionais do setor se reuniram no Wish Serrano Resort & Convention, incluindo o board da HSMAI Chapter Sul

De acordo com Gabriela Otto, presidente da HSMAI Brasil e Latam, o grupo é diretamente responsável por ampliar o diálogo regional sobre performance, inovação e sustentabilidade. “O Chapter Sul tem contribuído para o amadurecimento das discussões e na forma como os profissionais da região se conectam, trocam experiências e constroem referências juntos. Ver essa rede cada vez mais estruturada e ativa é uma alegria enorme”, diz.

Economia e comportamento do viajante

Giovana Menegotto, doutora e mestre em economia aplicada pela UFRGS (Universidade FEderal do Rio Grande do Sul), apresentou um panorama macroeconômico para o próximo ano. Segundo ela, o Brasil deve entrar em 2026 com crescimento entre 1,8% e 2,4% do PIB, sustentado pelo consumo interno e por uma inflação mais controlada, ainda pressionada pelo setor de serviços. O cenário reforça a necessidade de maior eficiência na gestão de receitas e lucratividade.

A especialista também destacou a influência da reindustrialização global e da desglobalização parcial sobre os custos de importação de equipamentos e insumos hoteleiros. “O turista de 2026 será mais planejado, sensível a preço e altamente digital, pesquisando múltiplos canais antes de reservar”, explica.

Sinergia, gestão e dados

O painel A Sinergia entre os Departamentos de Marketing, Vendas e Estratégia para Maximizar Resultados e Perspectivas 2026 reuniu Gentil Cysneiros (Gramado Parks), Gabriela Szekir (Laghetto Hotéis), Paula Pitana (Criamigos) e Lisia Diehl (Gramado Parks). O grupo defendeu uma visão integrada entre as áreas e o uso de dados como base para decisões estratégicas.

Os participantes reforçaram também a importância da performance integrada, conceito que une marketing, vendas e revenue management sob metas e indicadores comuns. Ferramentas como TrevPar (Total Revenue Optimization) e Balanced Scorecard foram apontadas como essenciais para ampliar a rentabilidade e reduzir silos operacionais.

Outro ponto debatido foi o equilíbrio entre CAC (custo de aquisição) e CLV (valor vitalício) do hóspede. Para os especialistas, investir na fidelização é mais eficiente do que focar apenas na captação. A lógica se conecta à chamada economia da recorrência, na qual experiências personalizadas e programas de fidelidade sustentam o crescimento.

Os palestrantes também abordaram o conceito de Smarketing, que integra marketing e vendas em uma jornada contínua, do primeiro contato ao pós-venda. A convergência entre tecnologia, automação e atendimento humano foi vista como essencial para uma hotelaria de alta performance, baseada em dados, propósito e resultados sustentáveis.

Futuro da hotelaria

Em outra palestra, Douglas Corso, fundador da OFFICINA 21st e ex-head Comercial da Letsbook, trouxe uma reflexão sobre o papel da emoção na hospitalidade. “Hotéis que não conectam ou não contam nenhuma história não terão futuro. O hóspede não vai se lembrar do que você tem, mas sim do que você fez por ele”, diz.

O especialista destacou que as novas gerações valorizam tempo de qualidade, pertencimento e experiências autênticas. Para ele, o diferencial competitivo estará em receber com propósito e emoção. “As novas gerações não querem ser hospedadas, querem ser recebidas, o que exige da hotelaria empatia, narrativa e conexão emocional”, complementa.

Integração e IA

No encerramento do evento, Renata Carreira, diretora da Host Hotel Systems Brasil, apresentou tendências tecnológicas e o papel da IA (inteligência artificial) na nova gestão hoteleira. Segundo ela, o diferencial competitivo não está apenas na adoção de tecnologia, mas na integração de dados, automação e IA dentro de uma estratégia centrada no hóspede.

“A IA é o cérebro e as integrações são o sistema nervoso. Sem ambos, não há inteligência verdadeira”, pontua. A executiva destacou exemplos como chatbots com IA generativa, check-ins digitais e análises preditivas aplicadas ao revenue management, além do uso de automação operacional para reduzir erros e liberar equipes para tarefas mais humanas.

“Tecnologia sem estratégia vira custo. O diferencial está em juntar IA, integrações e pessoas, de forma que a tecnologia cuide dos processos e as pessoas cuidem das emoções”, conclui.

(*) Crédito da foto: Divulgação/HSMAI

Realgems ameneties