InícioNEGÓCIOSMercadoLSH Barra Hotel tem falência decretada após recuperação judicial
Best Western - OTAs
Slaviero hospitalidade

LSH Barra Hotel tem falência decretada após recuperação judicial

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da LSH Barra Hotel, empreendimento de luxo localizado na Barra da Tijuca e inaugurado em 2016 para atender à demanda gerada pelos Jogos Olímpicos realizados na capital fluminense. A decisão foi assinada pelo juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da Segunda Vara Empresarial.

Segundo informado pelo Diario do Rio, o caso foi analisado no âmbito do processo de recuperação judicial da empresa, iniciado após dificuldades financeiras enfrentadas pelo hotel desde 2019. Com a decretação da falência, os investidores que detêm títulos de dívida emitidos pela companhia receberam autorização judicial para transferir o imóvel para seus nomes.

No início de 2025, a Justiça do Rio de Janeiro havia suspendido a decisão que decretou a falência do LSH Barra. A medida havia sido determinada em 23 de janeiro do ano passado, após o plano de recuperação judicial não ser aprovado pelos credores, encerrando um longo processo de negociações.

O juiz Marcelo Mondego, à época, considerou a reestruturação inviável, pois o plano não obteve apoio dos credores trabalhistas. No entanto, a falência foi suspensa por decisão do desembargador Luiz Roldão Filho, que entendeu que Mondego ultrapassou sua competência ao interferir em uma questão que deveria ser debatida exclusivamente na assembleia geral de credores.

A história do empreendimento

O LSH Barra Hotel surgiu em meio ao ciclo de investimentos que transformou a Barra da Tijuca em um dos principais polos de desenvolvimento da cidade durante a preparação para os Jogos Olímpicos Rio 2016. O projeto começou a ser desenvolvido em 2013 e tinha como proposta atuar no segmento de alto padrão da hotelaria carioca.

Antes mesmo da inauguração, o empreendimento ganhou projeção nacional por contar entre seus idealizadores o empresário Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente João Figueiredo. Na época, o projeto chegou a negociar uma parceria com o então empresário Donald Trump para integrar a rede de hotéis associada ao atual presidente dos Estados Unidos.

A intenção era transformar o empreendimento em uma unidade da marca Trump e adotar o nome Trump Rio de Janeiro Hotel. No entanto, a associação não foi concretizada e o projeto seguiu operando de forma independente.

Nos anos seguintes à abertura, o hotel passou a enfrentar desafios financeiros que culminaram no pedido de recuperação judicial em 2019. A situação evoluiu até a decisão da Justiça pela falência da empresa responsável pelo empreendimento.

Posteriormente, Paulo Figueiredo desligou-se do negócio. Atualmente residente em Miami, nos Estados Unidos, ele chegou a ser detido no âmbito da Operação Circus Maximus, investigação conduzida pela Polícia Federal sobre desvios em fundos de pensão.

Com a decisão judicial, encerra-se um capítulo da trajetória de um dos empreendimentos hoteleiros mais emblemáticos lançados na Barra da Tijuca durante o ciclo de investimentos impulsionado pelos Jogos Olímpicos Rio 2016.

(*) Crédito da foto: Divulgação/LSH Barra Hotel

Realgems amenities