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Short-term rental sofre com falta de padrão

O setor de short-term rental ganhou relevância significativa na pandemia — oferecendo privacidade, segurança e espaço em um momento em que os viajantes mais precisavam. Mas, à medida que o cenário se normaliza, sua posição no mercado de hospedagem tornou-se menos garantida, aponta o Phocuswire.

O tema será, inclusive, debatido na primeira edição do STR Summit, evento dedicado ao mercado de short-term rental, fruto da parceria entre o Hotelier News e a Noctua Advisory. O encontro está marcado para o dia 25 de maio e as inscrições estão abertas no link.

Segundo o relatório U.S. Short-Term Rentals 2025: Guest Attitudes and Decision Making, da Phocuswright, a participação das locações no mercado de viagens de lazer nos EUA se estabilizou em cerca de 25% desde 2020. Embora esse número aparente solidez, ele também revela um problema mais profundo: estagnação.

O Airbnb continua registrando bons resultados financeiros, mas o setor como um todo enfrenta desgaste de reputação, reflexo de manchetes negativas, experiências inconsistentes dos hóspedes e maior ceticismo por parte da nova geração de viajantes.

“Apesar de os hóspedes demonstrarem alto grau de satisfação com suas últimas estadias — 85% deram nota quatro ou cinco, em uma escala onde cinco representa satisfação total, índice semelhante ao das hospedagens em hotéis —, eles não são leais exclusivamente à categoria”, afirma Madeline List, autora do estudo e gerente de Pesquisa da Phocuswright. “Entre os usuários de STRs, 68% também se hospedaram em hotéis e 18% em resorts. Esses viajantes conhecem bem os padrões da hotelaria e comparam ambos os modelos tanto no processo de escolha quanto durante a estada”.

No Brasil, esse comportamento híbrido também é percebido, especialmente entre viajantes de lazer com maior poder aquisitivo, que alternam entre hotéis e short-term rental conforme o tipo de viagem. A semelhança vai além: por aqui, as críticas em redes sociais sobre experiências negativas neste modelo de hospedagem, como falta de limpeza, cancelamentos de última hora e cobrança de taxas inesperadas, têm gerado impacto direto na confiança dos consumidores — o que exige mais profissionalismo e atenção por parte dos anfitriões e administradoras locais.

Ainda assim, entre 2020 e 2024, o mercado de short-term rental mais que dobrou em terras brasileiras, segundo dados da Stays em parceria com a PriceLab. De acordo com a pesquisa, o país tem observado aumento contínuo no volume de anúncios desde janeiro de 2024, após algumas flutuações entre abril de 2020 e final de 2022.

Short-term rental - Infográfico
Por outro lado, oferta segue pouco diversificada geograficamente

Outros dados

A pesquisa da Phocuswright aponta que, entre os viajantes mais jovens, com menos de 35 anos, a percepção negativa é ainda mais forte. Eles se mostram menos convencidos de que as locações oferecem a melhor experiência geral de hospedagem e mais sensíveis à cobertura negativa da mídia. Além disso, são mais críticos quanto ao custo-benefício, mesmo diante de vantagens como espaço, comodidades e flexibilidade. Caso essa percepção se consolide, o crescimento futuro do setor estará comprometido.

Os próprios anfitriões reconhecem os desafios. A maioria concorda que comportamentos não profissionais no setor estão corroendo a confiança dos consumidores. E quando quase dois terços dos viajantes — mesmo aqueles que não usaram locações recentemente — afirmam que histórias negativas influenciam sua tomada de decisão, o recado é claro: a percepção do público importa tanto quanto a experiência entregue.

“À medida que as expectativas dos hóspedes se aproximam das da hotelaria, muitos administradores esperam ver uma transformação no cenário competitivo”, destaca Madeline. “Propriedades que se comprometem com altos padrões tendem a conquistar mais hóspedes, especialmente em um mercado saturado. Já aqueles que não conseguirem acompanhar esse novo patamar correm maior risco de fracassar financeiramente e abandonar o setor”.

No Brasil, essa tendência também já é visível. A profissionalização do mercado — especialmente nas grandes capitais e destinos turísticos — tem se tornado diferencial competitivo. Anfitriões que investem em limpeza profissional, comunicação ágil, automação e gestão de reputação têm se destacado e fidelizado hóspedes. Por outro lado, propriedades amadoras e mal gerenciadas enfrentam aumento no número de cancelamentos, avaliações negativas e queda nas reservas.

Neste cenário, um dos maiores desafios para o segmento, no país, é seguir crescendo com qualidade, e nomes importantes do setor afirmam que pensar em tecnologia pode ser o ponto de partida para melhorar qualquer índice, ajudando significativamente a otimizar as operações.


STR Summit

Data: 28 de maio de 2025 (quarta-feira)
Local: Riverview Corporate Tower
Endereço: Av. Dr. Chucri Zaidan, 246 – Vila Cordeiro, São Paulo (SP)
Horário: de 8h às 17h
Ingressos e informações: https://bit.ly/3G0ykbS

O STR Summit é uma realização do Hotelier News, em parceria com a Noctua Advisory, e tem patrocínio do Grupo R1, CBRE, Lighthouse, Roomo Atlantica, Vingcard, Brazilian Host, Limpidus, Magikey, PriceLabs, Stays, Xtay, Anserve, B2B Reservas, DLock e Onfly. O evento tem ainda apoio institucional da ABLT (Associação Brasileira de Locação por Temporada).

Patrocinadores - STR Summit - atualizado 5

(*) Crédito da foto: Divulgação

(**) Crédito do infográfico: Divulgação/Stays

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