Sucessora de Eduardo Bressane, Gabrielle Espindola assumiu, em agosto do ano passado, a cadeira de gerente geral do Grand Hyatt São Paulo. Um ano após aceitar o desafio, ela revela como uma renovação estrutural e o foco em gastronomia estão movimentando a unidade.
Com passagens pelo Fasano e JW Marriott, a executiva afirma que R$ 40 milhões foram aplicados na renovação do lobby e na criação de três novos espaços — Vena Cosmopolitan Bar, Cittadino e Cittadino Coffee Bar — além da modernização do Kinu Sushi Bar.
Gabrielle divide como essas mudanças propõem o reposicionamento do Grand Hyatt São Paulo, com o objetivo de transformá-lo em um destino gastronômico e de entretenimento na capital paulista.
Três perguntas para: Gabrielle Espindola
Hotelier News: Quais são as últimas novidades preparadas pelo Grand Hyatt São Paulo? Como isso deve impactar os resultados do empreendimento neste final de ano?
Gabrielle Espindola: As novidades estão diretamente ligadas à nossa área gastronômica, que passou por uma grande renovação com a abertura de três novos espaços: o Vena Cosmopolitan Bar, com carta de drinques assinada por Jean Ponce; o Cittadino, novo restaurante italiano contemporâneo do hotel; além do Cittadino Coffee Bar.
A novidade também inclui a modernização do Kinu Sushi Bar, que passou por renovações no menu e agora conta com um omakase exclusivo. Essas inaugurações representam um reposicionamento estratégico do Grand Hyatt São Paulo como um destino gastronômico na cidade, e não apenas como um hotel.
Esperamos, com esse novo momento, ampliar o fluxo de visitantes não hospedados e atrair o público paulistano que busca experiências completas, com boa comida, drinques autorais e hospitalidade. Nosso foco é ampliar o fluxo de clientes nos restaurantes e bares do hotel e consolidar o Grand Hyatt São Paulo como um destino de referência em gastronomia e entretenimento na cidade.
HN: Por que o foco em gastronomia em novos investimentos? Qual foi o aporte destinado aos espaços e qual o retorno esperado?
GE: O foco em gastronomia vem da percepção de uma mudança no comportamento dos hóspedes e visitantes. Hoje, eles buscam vivências mais amplas, que vão além da hospedagem, e a gastronomia é uma das formas mais poderosas de criar conexão emocional.
Investimos R$ 40 milhões na renovação completa do lobby e dos espaços gastronômicos. Nós temos a expectativa de que boa parte do público dos novos restaurantes seja formada por visitantes externos, reforçando o Grand Hyatt São Paulo como ponto de encontro da cidade e ampliando também o tempo de permanência dos hóspedes no hotel.
HN: De que forma a gastronomia pode acrescentar à experiência dos hóspedes? Esse segmento pode ser um caminho alternativo de receita?
GE: Sem dúvida. A gastronomia é parte essencial da hospitalidade, pois ela transforma uma boa estadia em uma experiência memorável. Por isso, buscamos criar opções que atendam a diferentes momentos do dia: desde um café de origem no Cittadino Coffee Bar, até um jantar italiano no Cittadino ou um coquetel autoral no Vena.
Além de elevar a experiência dos hóspedes, a gastronomia é também um importante vetor de receita e posicionamento de marca. Esse novo ciclo traz oportunidades de crescimento em eventos, parcerias e programação cultural, com projetos como o Grand Chefs e o Guest Bartender, que unem talentos e fortalecem a presença do hotel no cenário gastronômico de São Paulo.
(*) Crédito da foto: Guilherme Lima/Grand Hyatt São Paulo


















