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América Latina deve totalizar US$ 63,9 bi em viagens corporativas

Os gastos com viagens corporativas na América Latina devem alcançar US$ 63,9 bilhões em 2025, crescimento de 3,2% em relação a 2024, segundo dados divulgados pela GBTA (Global Business Travel Association) durante a conferência anual da entidade, no México, nos dias 24 e 25 de setembro.

Apesar do avanço, a região ainda enfrenta desafios econômicos que podem influenciar o desempenho até 2026, como baixos índices de investimento, déficits fiscais crescentes, alta relação dívida/PIB (Produto Interno Bruto) e incertezas nas políticas comerciais, aponta o Hotel News Resource.

O encontro, que chegou à sua 17ª edição, reuniu cerca de 500 participantes de 16 países, incluindo mais de 180 compradores e fornecedores de 35 companhias expositoras. Ao longo de dois dias, o evento discutiu tendências centrais para o setor, como inteligência artificial, acessibilidade, mobilidade global de talentos e impactos geopolíticos.

Na ocasião, a GBTA apresentou seus novos líderes para a América Latina: Mariana Pérez Ponce de Leon, que assume a operação da região Norte, incluindo México, Colômbia e América Central; e Daniel Duarte, responsável pela América do Sul, com foco em Brasil, Argentina, Chile, Peru, Uruguai e Equador.

“Daniel e Mariana são ambos líderes reconhecidos no setor, com ampla experiência em atender e apoiar a região”, disse Suzanne Neufang, CEO da GBTA. “Com a orientação deles, o setor de viagens corporativas da América Latina continuará a construir sobre seus sucessos recentes e embarcará em uma nova fase — avançando em nosso objetivo coletivo de servir a indústria e seus profissionais em toda a região.”

O peso do Brasil

Segundo o Business Travel Index Outlook 2025, também apresentado no evento, a América Latina deve representar cerca de 4% do gasto global com viagens corporativas, estimado em US$ 1,57 trilhão. O Brasil aparece na 10ª posição entre os maiores mercados do mundo, à frente de México (20º), Argentina (32º), Peru (35º), Colômbia (38º) e Chile (47º).

Os viajantes corporativos latino-americanos gastam, em média, US$ 949 por viagem – 16% abaixo da média global. A prática do blended travel (quando a viagem de negócios é estendida para lazer) também se mostra forte: 62% dos viajantes da região adotam essa tendência, acima da média mundial de 59%.

Ainda assim, 88% dos profissionais consideram as viagens corporativas essenciais para o sucesso dos negócios. “As viagens corporativas continuam sendo vitais para o crescimento econômico e a conexão profissional, mas enfrentam tanto oportunidades promissoras quanto riscos significativos”, afirmou Mariana.

“O engajamento dos profissionais de viagens corporativas da América Latina em nossa conferência mostra seu compromisso em enfrentar juntos o que está por vir. Na GBTA, estamos focados em oferecer os insights e conexões vitais que ajudam a moldar o futuro de nossa indústria”, acrescentou Duarte.

Mercado brasileiro

Apesar de estar entre os principais mercados, o Brasil enfrenta obstáculos semelhantes aos da região: instabilidade econômica, juros elevados e desafios fiscais. Mesmo com esses desafios, empresas seguem investindo em viagens corporativas como ferramenta estratégica para relacionamento, expansão comercial e participação em eventos, sobretudo em setores como tecnologia, energia, agronegócio e serviços financeiros.

Outro ponto de destaque é a consolidação do bleisure no país, tendência impulsionada por destinos que unem hubs de negócios com atrativos turísticos, como São Paulo e Rio. Essa prática estimula também segmentos como hotelaria e aviação, que têm se adaptado para oferecer produtos mais flexíveis e experiências personalizadas.

Com a adoção crescente de tecnologias, a busca por eficiência nos custos e maior atenção à sustentabilidade, o Brasil tende a manter sua posição de liderança regional, ainda que sujeito às pressões do cenário econômico interno e global.

(*) Crédito da foto: Divulgação

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