A crise no Hurb continua e pessoas lesadas pela plataforma ainda reivindicam uma indenização. Por conta disso, advogados e oficiais de Justiça foram até a sede da empresa, localizada no Península Corporate, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, em busca destas respostas. O número de execuções fiscais contra a companhia ultrapassam R$ 100 milhões.
Com visitas espalhadas ao longo dos últimos dias, o objetivo era realizar penhoras de bens de valor encontrados no escritório do Hurb. Qualquer item serviria para ressarcir os clientes prejudicados por problemas financeiros da companhia.
De acordo com informações do O Globo, somente um oficial de justiça afirma ter recolhido 13 estações de trabalho. Individualmente, estes objetos foram avaliados em R$ 2 mil.
Ainda de acordo com a reportagem, o movimento com pessoas retirando caixas do prédio comercial era alto. Em 2024, foram 34 mil processos contabilizados contra o Hurb.
Contexto sobre o caso
O movimento de ida ao escritório em busca de valores não é por acaso. Até outubro de 2023, por exemplo, clientes lesados ainda não tinham recebido reembolso das viagens que não fizeram. Já em junho, antes de qualquer problema oficializado, alguns viajantes enfrentavam o mesmo problema.
O inquérito aberto pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) para investigar o Hurb e suas atividades foi feito há quase dois anos. Na ocasião, a 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da área Santa Cruz, no Rio de Janeiro, decidiu procurar por possíveis crimes da agência de viagens virtual. Pouco tempo depois, uma série de funcionários foram demitidos.
O Hurb cresceu no cenário nacional em meados de 2018, trazendo o conceito da venda de pacotes de viagens a preços muito abaixo do mercado. As negociações incluíam passagens aéreas e hospedagem.
(*) Crédito da foto: Arquivo HN

















