Levar o nome da Cidade Maravilhosa — ou parte dele — é uma responsabilidade enorme, ainda mais quando está relacionado ao seu próprio. É o caso de Omar Farhat, fundador e CEO da Omar do Rio. São 12 anos de atuação com a operadora de short-term rental em um dos mercados que mais utiliza este segmento, mas que também enfrenta obstáculos.
Com diploma de Geografia pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), bacharelado e licenciatura, o executivo lida muito bem com o mercado carioca. Após contar um pouco mais sobre a trajetória de sua empresa em 2024 e na alta temporada, Farhat desembarca na seção Três perguntas para.
Em sua participação, ele traz sua opinião sobre o STR no Brasil e no Rio de Janeiro e avalia o ambiente de negócios atual. Além disso, também compartilha a visão que tem para o futuro do segmento, citando evoluções e melhorias necessárias.
Três perguntas para: Omar Farhat
Hotelier News: Qual sua avaliação do mercado de short-term rental no Brasil? E no Rio de Janeiro, especificamente?
Omar Farhat: O Brasil é um dos mercados de short-term rental que mais cresce no mundo, e o Rio de Janeiro está no centro disso. A cidade tem uma das maiores diárias médias do país, combinada com uma demanda constante por leitos, agravada pela escassez de novos empreendimentos em áreas turísticas.
A locação por temporada já é, na prática, a principal forma de hospedagem para grandes eventos e para o turismo de lazer no Rio. Essa atividade precisa ser reconhecida como essencial para o desenvolvimento econômico e turístico da cidade.
HN: O que ainda falta para o segmento deslanchar de vez no país? Você prevê essa estabilidade em breve?
OF: A verdade é que o segmento já deslanchou. A demanda cresceu, a profissionalização avançou e até grandes fundos de investimento já estão de olho nesse mercado. O que ainda enfrentamos são tentativas de gerar instabilidade, muitas vezes por pressão da hotelaria tradicional, que tenta frear uma transformação que já aconteceu.
A locação por temporada é uma atividade legal, regulamentada há décadas no Brasil. O que falta é reconhecimento e respeito a esse enquadramento por parte de alguns entes públicos. Acredito que a estabilidade virá nos próximos anos, com o fortalecimento de entidades como a ABLT (Associação Brasileira de Locação por Temporada), que vêm ganhando espaço e atuam diretamente na defesa do setor e na construção de regras claras e responsáveis.
HN: O que mudou no short-term rental nos últimos anos? O que evoluiu e o que ainda precisa melhorar?
OF: Esse ano completo 12 anos desde que aluguei o primeiro quarto em minha própria casa. De lá pra cá, o que era uma atividade informal virou um setor estruturado, com tecnologia, padronização e governança. A maior evolução foi no nível de exigência. Hóspedes, proprietários e plataformas esperam excelência.
Hoje, temos ferramentas poderosas, de reconhecimento facial no check-in a sistemas avançados de precificação e gestão de receita. Mas ainda temos pontos a melhorar, como a relação com os condomínios, a formalização de processos e a capacitação da mão de obra. O mercado amadureceu. Agora é hora de consolidar.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Omar do Rio











