A entrevistada de hoje (18) do Três perguntas para é uma daquelas pessoas bem família. No tempo livre, gosta de aproveitar a companhia dos filhos, cozinhar e passear na fazenda. Vanessa Pires, head de Hospitalidade, Vendas e Marketing da STAY, também é uma grande apreciadora de música e adora MPB, música sertaneja e samba.
Como indicação de leitura, aponta o livro Nosso Lar, de Chico Xavier. Falando um pouco de sua formação e carreira, Vanessa é graduada em Odontologia e especialista em Ortodontia, mas foi na hotelaria que encontrou sua verdadeira paixão. A executiva atua no setor desde 2008, quando inaugurou junto à irmã Jordana a Vivence Hotéis & Resorts e, em 2019, a STAY.
Hoje, ela fala ao Hotelier News sobre estratégias, planos e desafios da companhia para 2025. Confira!
Três perguntas para: Vanessa Pires
Hotelier News: Recentemente, a STAY anunciou um novo empreendimento de short-term rental em Goiânia, em parceria com a HOUSi. Há novos projetos no radar por meio dessa união de forças?
Vanessa Pires: Sim, temos novos empreendimentos em parceria com a HOUSi em nosso radar. Essa colaboração é impulsionada por nosso compromisso compartilhado com a inovação, tecnologia e experiências desenhadas para cada projeto com foco no conceito smart living. Juntas, ofereceremos soluções inteligentes para atender às novas demandas do mercado. Essa parceria nos permite expandir as opções de short-term rentals, garantindo conforto e praticidade para nossos clientes. Em breve, poderemos compartilhar mais detalhes sobre esses novos projetos.
HN: Como você avalia a performance dos empreendimentos da companhia ao longo de 2024 e quais as perspectivas para este ano?
VP: Fechamos 2024 com mais 100 apartamentos em sete prédios diferentes sob nossa gestão, com uma crescente em ocupação, diária média e, o mais importante, rentabilidade e satisfação de nossos investidores na STAY. Iniciamos operações em Palmas, sendo o nosso primeiro destino fora de Goiás e, em parceria com a Housi, assumimos a operação de dois grandes produtos, o STAY Metropolitan Sidney by Housi e Urbà Home Stay by Housi.
Para 2025, temos planos ainda mais ambiciosos com novos destinos e projetos entrando em nosso portfólio, ainda no primeiro semestre, em Anápolis (GO), Alphaville (SP) e mais um prédio em Palmas, na orla 14.
Estamos expandindo nossa operação com soluções que foram desenhadas para atender nosso cliente/parceiro durante toda sua jornada, desde a concepção do produto até receber o hóspede/morador nos apartamentos de STR ou hotel. Entre elas, estão:
STAY Connect: ferramenta que oferece assessoria na fase de construção e incorporação de empreendimentos voltados para short-term rentals, hotéis e outros negócios turísticos;
STAY LifeStyle & Business: promove uma gestão condominial completa;
STAY Pop-Up: responsável pela gestão integral de unidades autônomas no modelo STR;
STAY Style: cuida do projeto de interiores, montagem e equipagem das áreas comuns de condomínios e hotéis e dos apartamentos autônomos ou hoteleiros;
STAY Hotel: foca na gestão de hotéis. Estas iniciativas nos posicionam de forma forte e estruturada no mercado. Estamos entusiasmados com as perspectivas para o futuro.
HN: Por fim, como você avalia o atual momento do mercado de STR no Brasil?
VP: O momento atual do mercado de STR no Brasil apresenta uma dinâmica bastante positiva. Observamos um crescimento robusto na demanda impulsionado pela recuperação do turismo e pela preferência dos viajantes por experiências personalizadas que combinam conforto e conveniências.
O avanço tecnológico em plataformas de gestão, como temos na STAY, tem transformado a eficiência operacional dos empreendimentos de STR, permitindo uma melhor personalização do atendimento e otimização de processos. No entanto, um dos grandes desafios do segmento é a formalização dos anfitriões, que muitas vezes são pessoas físicas e podem não cumprir adequadamente suas obrigações fiscais. Essa informalidade pode criar um gargalo no desenvolvimento sustentável do setor.
Em 2017, como presidente da ABIH-GO (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Goiás), tive a oportunidade de elaborar e promover a sanção da Lei Complementar n. 99/2017 no Município de Caldas Novas. Essa legislação foi um marco na regulamentação da atividade de STR, reconhecendo os proprietários de imóveis que disponibilizam suas propriedades por meio de plataformas online como prestadores de serviços de hospedagem.
A lei determina que esses proprietários sejam responsáveis pelo pagamento do ISS e de uma taxa anual de funcionamento, o que ajuda a regularizar a atividade e a contribuir para a economia local.
Em suma, o mercado de STR no Brasil tem grande potencial de expansão, com oportunidades significativas para inovação e adaptação às novas tendências do consumo. É essencial que todos os envolvidos no setor trabalhem para garantir a conformidade fiscal e promover práticas sustentáveis que beneficiem tanto os hóspedes quanto as comunidades.
(*) Crédito da foto: Divulgação/STAY














