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Seazone vai captar até R$ 50 mi e expandir no Brasil

A Seazone, startup especializada na gestão de imóveis para locação de curta temporada, prepara uma rodada de captação Série A entre R$ 30 milhões e R$ 50 milhões a partir de julho. A empresa, que nasceu em Florianópolis, já despertou o interesse de 25 fundos e projeta usar os recursos para consolidar sua presença em cidades fora do eixo Rio-São Paulo, revela o Pipeline Valor.

“Queremos consolidar a liderança nas cidades em que já estamos e preparar a entrada em novos mercados com menos competição direta”, afirma Fernando Pereira, CEO e cofundador da Seazone. Fundada em 2018 por Pereira e Gustavo Kremer, atual diretor de Relações com Fundos, a empresa administra mais de 2 mil imóveis em 54 cidades brasileiras.

O foco está em destinos turísticos alternativos, como Trancoso (BA), Poços de Caldas (MG), Búzios (RJ), Campos do Jordão (SP) e Bonito (MS). A estratégia, segundo o executivo, é crescer nas “praças não óbvias” antes de disputar espaço nas grandes capitais. “É como no jogo War. Você conquista o mundo todo para depois chegar na Europa”, brinca.

Expansão e diferenciais operacionais

A Seazone, cujos executivos participaram do STR Summit, promovido pelo Hotelier News, para falar sobre as próximas estratégias, oferece pacotes de serviços que vão desde limpeza, troca de enxoval e atendimento ao hóspede até a gestão das contas do imóvel e decoração.

As propriedades são anunciadas em plataformas como Airbnb, Booking e Decolar, mas a Seazone também opera um canal próprio de vendas, sem a cobrança das taxas dos marketplaces.

Com a nova rodada, os cinco sócios devem diluir sua participação dos atuais 82,5% para até 60%. A Domo Invest, que aportou R$ 3,5 milhões em seed capital em 2023 e fez um follow-on de R$ 5 milhões neste ano, é cotada para participar novamente.

A companhia também atua como incorporadora, em parceria com construtoras locais. Já lançou 33 empreendimentos com a marca Spot em destinos como Bonito e o bairro Marista, em Goiânia. Outros 10 prédios estão em construção. O primeiro edifício a entrar em operação foi o de Jurerê, em Florianópolis, e o mais recente foi inaugurado em Penha, próximo ao parque Beto Carrero World.

Segundo Pereira, as unidades têm se valorizado significativamente. “Em Jurerê, o preço inicial era R$ 330 mil e teve investidor que vendeu a R$ 850 mil. Em Penha, saiu por R$ 130 mil no lançamento e já houve revenda por R$ 380 mil.”

Receita em alta e cenário promissor

Nos últimos 12 meses, a Seazone registrou faturamento de R$ 43,3 milhões — mais que o dobro da receita de 2022, que foi de R$ 21 milhões. O bom desempenho reforça a confiança dos fundadores na escalabilidade do negócio, sobretudo em destinos com forte apelo turístico e menor concorrência.

A expectativa da empresa é de que a nova rodada acelere a expansão, mantendo a Seazone entre os nomes mais relevantes do setor de locação de curta duração no Brasil.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Seazone

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