O Senac RJ iniciou as obras de revitalização de um edifício de 12 andares na Candelária, região central do Rio de Janeiro, para instalar seu primeiro hotel-escola no estado. Localizado na esquina da Avenida Presidente Vargas com a Rua Primeiro de Março, o imóvel tem quase 8 mil metros quadrados (m²) e pertence à Fecomércio RJ.
Segundo o Diário do Rio, o prédio, que abrigava a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, passará por um processo de retrofit. O projeto prevê a modernização das instalações, com automação e soluções voltadas à eficiência energética, além da preservação das características arquitetônicas da construção.
A conclusão das obras está prevista para o segundo semestre de 2027. Quando estiver pronto, o hotel-escola terá 40 suítes, restaurante com capacidade para 130 pessoas, café, salão, salas multiuso e um rooftop com bar e vista panorâmica.
A iniciativa combina a recuperação de um imóvel sem uso com a criação de uma estrutura voltada à hospitalidade. Além de ampliar a presença do Senac RJ na região central da capital fluminense, o empreendimento poderá aproximar a formação profissional da rotina de um meio de hospedagem.
Investimentos do Senac na Candelária
O hotel-escola integra um movimento mais amplo do Senac na Candelária. O edifício vizinho, adquirido pela instituição por R$ 46 milhões, foi transformado em um centro de inovação, inaugurado em maio.
O espaço foi concebido como um laboratório dedicado à mediação do conhecimento e à aproximação entre ciência, cultura e diferentes formas de produção de saber. Reformado em 2015, o prédio preservou suas características arquitetônicas originais, incluindo referências estéticas dos anos 1950.
O imóvel destinado ao hotel-escola já havia sido incluído em outro projeto do Senac RJ. Em 2021, a instituição anunciou a intenção de instalar uma faculdade no endereço, com inauguração prevista para 2022. A proposta não avançou e foi posteriormente substituída pelo projeto hoteleiro.
A conversão reforça o papel do retrofit como alternativa para recuperar edifícios existentes em áreas urbanas consolidadas. No caso da Candelária, o projeto também acrescenta uma nova função educacional e hoteleira a um dos principais corredores comerciais e históricos do centro do Rio de Janeiro.
(*) Crédito da foto: Cleomir Tavares/Diário do Rio
















