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STR Summit: short ou long stay para mais receita?

Durante a programação do STR Summit, foi apresentado o painel Short stay versus long stay: visão operacional e financeira, com Allan Sztokfisz, CEO do Charlie; Cristiano Viola, diretor de Operações da Greystar; William Astolfi, co-fundador e CEO da BHomy; e moderação de Henrique Campolina, associate partner da Noctua Advisory.

No início do bate-papo, Viola falou sobre a presença da Greystar no Brasil. Hoje, a empresa opera 2,5 mil unidades, com mais 1,7 mil em pipeline. “Nossa ideia é chegar a 10 mil nos próximos anos, em mercados estratégicos. Estamos criando uma nova marca, que será anunciada nos próximos 30 dias”.

A BHomy, por sua vez, opera 600 unidades, basicamente em São Paulo. No painel do STR Summit, Campolina questionou os participantes sobre a principal estratégia para a operação: long stay ou short stay?

“Quando a Greystar começou a desenhar os projetos no Brasil, tivemos um insight que seria preciso apostar no short stay por aqui, algo que não existe tanto em nossa operação nos EUA. O formato que encontramos para entregar o melhor resultado no mercado brasileiro foi sair um pouco do conceito tradicional de multifamily, no qual as pessoas não estão tão acostumadas, com os conceitos de short e long, o que gerou uma necessidade de adaptação. Mas, basicamente, a fórmula ideal seria 90% de long e 10% de short, no nosso caso”, respondeu Viola.

Estratégias

Astolfi, por sua vez, pontuou que o debate long stay x short stay começou a ganhar relevância nos últimos anos. Segundo o executivo, a rentabilidade é um dos principais fatores de comparação entre os dois modelos. “O mix depende do perfil de investidor. Se tenho um prédio com um único proprietário e várias unidades, talvez seja interessante diversificar para ter uma receita recorrente”, analisou.

STR Summit - Allan
Sztokfisz enfatizou papel do long stay

Durante o debate no STR Summit, Sztokfisz pontuou que, no Charlie, o long stay responde por cerca de 15% das operações da companhia. Segundo ele, o foco é conseguir entregar um bom resultado para o investidor. “A gente enxerga muito o valor do serviço e da experiência, e o cliente do short stay é o que mais valoriza isso”, enfatizou.

Segundo o executivo, empresa tem trabalhado a venda direta de forma significativa, a fim de elevar a jornada do hóspede e entregar experiências cada vez mais positivas.

Fazendo uma comparação com a hotelaria, Campolina pontuou que os hotéis econômicos respondem pela maior parte do desenvolvimento do setor no Brasil, e questionou se no short-term rental o cenário é similar.

“No short-term rental, temos um desafio a mais: a gestão do custo para poder servir bem. Os produtos precisam ter alto valor agregado para justificar altas de diária”, concluiu Sztokfisz.

(*) Crédito das fotos: Rildo Gontijo/Hotelier News

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